Delegado Henrique Moraes - Foto: Boca de Forno News
A 3ª Coordenadoria de Polícia de Santo Amaro da Purificação prendeu, nesta segunda-feira (9), um homem de 20 anos durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão domiciliar, no âmbito das investigações que apuram as mortes do vereador Gleiber Júnior (Avante) e de seu assessor, Diego Castro Reis. A ação foi autorizada pela Justiça após o suspeito ser citado ao longo das apurações e apontado como alguém que costumava circular armado pela cidade.
O delegado Henrique Moraes falou sobre a prisão do homem e garantiu que a Polícia Civil não tem medido esforços para esclarecer as mortes de Gleiber e Diego. De acordo com ele, as investigações seguem de forma incansável, e ressaltou ser dever da instituição dar uma resposta à população santamarense. “Vou fazer todos os esforços para dar essa resposta. Cumprimos o mandado de busca contra essa pessoa, citada durante as investigações, para a apreensão de alguns objetos que poderiam nos ajudar no trabalho investigativo”, afirmou.
Durante o cumprimento do mandado, na residência do suspeito, foram apreendidos uma arma de fogo municiada, um revólver calibre 28, coletes balísticos e um aparelho celular. “Ele foi conduzido para a delegacia, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo”, explicou o delegado.
Segundo a autoridade policial, a prisão não significa que o crime envolvendo o vereador e o assessor esteja esclarecido. “Ele foi preso pelo porte ilegal de arma. Em relação ao duplo homicídio, ele é suspeito. Continuamos a investigação com as devidas pesquisas e perícias nos equipamentos recolhidos. Essa prisão não quer dizer que o fato esteja elucidado ou que esse cidadão seja coautor, mentor ou executor, mas ele é citado nas investigações e, a partir da apreensão desses materiais, vamos apurar a real participação ou não desse indivíduo no fato criminoso”, pontuou.
O delegado destacou ainda que boatos e especulações têm atrapalhado o andamento das investigações. “Muitas pessoas têm emitido opiniões e citado nomes em conversas, mas isso só prejudica o trabalho policial. A polícia trabalha com provas, sejam elas técnicas ou testemunhais. Não podemos nos pautar por achismos das ruas. Para apresentar nosso trabalho à Justiça, precisamos de provas, e não de insinuações ou comentários informais. Por isso, nossa busca incessante por indícios ao longo desses quatro meses de investigação”, ressaltou.
Gleiber Junior (acima) e Diego Castro Reis (abaixo) foram assassinados em novembro de 2025 - Foto: Redes Sociais
Henrique Moraes afirmou que ainda há muito a ser feito. “São muitas peças que precisam ser encaixadas, informações que devem ser confirmadas de forma contundente. Ainda estamos trabalhando nisso. É o início de um trabalho que já começa a render frutos, com alguns esclarecimentos, mas ainda estamos no começo”, disse.
O assessor do vereador, preso no ano passado após contradições apresentadas durante um depoimento, continua detido. Na ocasião da prisão, foram apreendidos dois celulares, além de 17 munições de fuzil calibre 7,62 e calibre 9 mm. “Tivemos a renovação do mandado de prisão e, a partir dessas informações e de novos depoimentos, estamos dando continuidade às investigações”, concluiu o delegado.
Com informações do repórter Gilliard José
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