A presidente da APLB em Feira de Santana, professora Marlede Oliveira, falou sobre a paralisação que acontecerá no dia 31 de março dos professores da rede municipal de ensino, nesta segunda-feira, pelo Dia Municipal de Luta pela Valorização da Educação. A concentração e café da manhã acontece na sede do sindicato, às 8h, de onde os professores sairão pelas ruas de Feira de Santana.
“Nossa categoria está insatisfeita por causa de alguns anos de massacre e retirada de direitos dos trabalhadores, especialmente os professores. Desde 2022 não temos reajuste, como a lei determina. São três anos sem cumprir a lei em Feira de Santana. Colbert não a cumpriu. Ele acabou com a carreira dos professores”.
Tem ainda a questão da alteração da carga horária, que ainda não foi feita, mudanças de referência. “Para se ter uma ideia, tem professor que pediu mudança de referência há seis anos e não acontece. A carreira do professor foi jogada na lata do lixo em Feira de Santana. Em uma assembleia com quase 500 professores decidimos por unanimidade por essa paralisação no dia 31”.
Foi ainda no dia 31 de março que os professores foram a Prefeitura de Feira de Santana buscar sua pauta e receberam um “espancamento” dentro dela, com até uso de spray de pimenta, diz a professora. “A resposta para nós foi spray de pimenta e cacetete. Uma lei foi aprovada para o dia de luta da categoria”.
Na quarta-feira, dia 02 de abril, haverá uma nova paralisação com assembleia na Secretaria de Educação do Município, às 9h, a fim de cobrar uma resposta concreta da pauta dos trabalhadores em educação. “Vamos solicitar de Pablo Roberto, que é o secretário de Educação, uma reposta de nossa pauta porque já estivemos cinco vezes e não conseguimos nada. Negociar não é apenas sentar na mesa e dialogar, tem que ter resposta e não tem perspectiva nenhuma”.
Marlede disse que dinheiro tem. “Esse ano o Governo Municipal receberá quase R$ 500 milhões do Fundeb. Tem que ter piso e o cumprimento da lei dele”. Houve ainda um corte de 20% do salário dos professores agora na administração do prefeito José Ronaldo.
“Isso também está em nossa pauta. Quem trabalha nos distritos recebe 20%. Isso é da lei, é uma gratificação e ele cortou. Reclamamos, ficou de devolver em janeiro, não devolveu em fevereiro, já tem contracheque desse mês e mais uma vez não foi devolvido. Tudo isso traz insatisfação aos professores que acordam mais cedo para ir para os distritos e voltam mais tarde. Algumas escolas também continuam sem professor e sem cuidador. Implantaram um caos na rede municipal”.
Segundo Marlede, o secretário Pablo informa que não consegue resposta do prefeito José Ronaldo sobre as reinvindicações dos professores. O Boca de Forno News tentou falar com o secretário e ele enviou uma nota oficial lançada pela pasta na última quarta-feira (26) a imprensa. Veja a nota abaixo:
“NOTA OFICIAL
Secretaria Municipal de Educação
A Secretaria Municipal de Educação reafirma seu compromisso com os profissionais da educação e com a qualidade do ensino público. Desde o início da atual gestão, há menos de 90 dias, o secretário Pablo Roberto tem conduzido um amplo diálogo com a APLB Sindicato, realizando seis encontros para discutir as demandas da categoria e buscar soluções viáveis e responsáveis.
É importante destacar que diversas reivindicações apresentadas pela APLB já estão sendo tratadas com seriedade e encaminhadas dentro dos trâmites legais, respeitando a legislação vigente e as condições orçamentárias do município. Medidas concretas estão em andamento, e todas as pautas enviadas pela APLB foram respondidas pela secretaria (segue pauta e ofício resposta em anexo).
Além disso, é fundamental esclarecer que algumas demandas não dependem exclusivamente da Secretaria de Educação, mas envolvem outras pastas da administração municipal, como a Secretaria de Administração e Planejamento. Diante disso, por orientação do prefeito José Ronaldo, será formada uma comissão intersecretarial para tratar dessas questões de maneira integrada e eficiente.
O secretário Pablo Roberto e o prefeito José Ronaldo seguem trabalhando diuturnamente para atender às demandas da categoria com responsabilidade e compromisso. No entanto, não se pode ignorar que processos administrativos e legais exigem tempo para sua devida execução. A construção de soluções eficazes não pode ser atropelada por medidas precipitadas, que passam por cima da burocracia necessária à gestão pública.
Diante disso, a Secretaria de Educação considera inoportuna a paralisação anunciada pela APLB para os dias 31 de março e 2 de abril, pois o diálogo está aberto e avançando. O momento exige compromisso com os alunos e respeito ao esforço da gestão em buscar caminhos que atendam às necessidades da categoria sem comprometer a estabilidade financeira e administrativa do município.
A Secretaria de Educação segue à disposição para o debate construtivo, reforçando que a melhor forma de avançar é por meio do diálogo responsável e da cooperação mútua. Contamos com a sensibilidade e colaboração da APLB para evitar a paralisação, que traria prejuízos diretos aos estudantes, principal razão do nosso compromisso com a educação pública de qualidade.”
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