Rita Dias, professora do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), voltou a falar sobre a celeuma do terreno que pertencia a entidade através de uma doação da Prefeitura. Essa doação que foi revogada pela atual administração municipal através de projeto de lei aprovado na Câmara para que no lugar seja construído um atacadão. Eles alegam que nenhuma benfeitoria foi feita no terreno nos anos da doação.
A professora ressalta que foi uma luta árdua o processo de interiorização do ensino superior na Bahia e uma grande vitória ter uma universidade federal no recôncavo baiano. “Em Santo Amaro da Purificação houve uma mobilização chamada “Para ser do Recôncavo tem que estar em Santo Amaro” para trazer q UFRB para cá. Fizemos esse processo de implantação com esse desejo da nossa sociedade de ter um campus universitário de uma universidade federal pública e gratuita com corpo docente de doutores e doutoras”, diz.
Ela admite que havia a cláusula de construção em quatro anos, mas se sabe que esse é um prazo irreal para a construção de uma unidade administrativa pública e muito mais ainda de uma universidade nos moldes que tem sido implantado nos campus da UFRB.
“É uma obra que não tem como ser construída em quatro anos. Nosso campus tem um projeto arquitetônico que prevê a construção de oito mil metros quadrados de área com toda a estrutura para oferecer os cursos que temos da área de cultura. Para isso temos que ter estúdios de som, áudio, iluminação, figurino. Isso não cabe na escola que estamos funcionando hoje que é uma escola com 11 salas de aula mesmo com os três turnos”.
Nesse momento, salienta a professora, se está nas liberações finais para os recursos para essa construção e foram surpreendidos com essa decisão do Governo Municipal. “Estamos nesse momento pedindo o apoio da comunidade de Santo Amaro para garantir o que ela própria conquistou, que é garantir a continuidade da UFRB na cidade. Clamamos pelo apoio público, do Legislativo e do Executivo para se juntar as forças que a universidade vem movendo no sentido de garantir essa construção o quanto antes”, pede.
A UFRB pede que o terreno doado permaneça com ela. “Isso porque nós fizemos um projeto arquitetônico moldado para ele com um investimento de R$ 1,2 milhão. Não tem como transplantar para outra lugar sem onerar ainda mais a entidade, perder o trabalho feito e o recurso que já foi despendido. Estamos imbuídos no diálogo, bom senso e do reconhecimento dos empenhos que já foram feitos”. O objetivo é garantir para as futuras gerações e presentes o ensino superior dentro da cidade. “Garantir o diploma de ensino superior muda muitas perspectivas de vida”.
A universidade é ainda um corpo vivo e cresce, ressalta. “Assim como começamos com um curso de graduação em 2013 e hoje temos seis cursos, de graduação, pós-graduação e todas as ações que temos, seguindo crescendo. Teremos doutorado, outros cursos de graduação. Precisamos pensar que a universidade tem que caber no lugar que permita sendo o que ela é: um corpo vivo, que se expande e promove desenvolvimento”.
Haverá uma reunião para que o prefeito e os vereadores conheçam os projeto do campus mais detalhadamente. “Temos esperança e expectativa de que saíamos dessa reunião com bons resultados para a sociedade, para a universidade e para aquilo que estamos propondo de desenvolvimento social a partir do ensino superior”.
Se o diálogo não avançar, Rita diz que terão que, por obrigação, buscar os meios que garantam a implantação da universidade na cidade. "Vamos encontrar, através do diálogo, um meio termo que contemple as expectativas da administração municipal e da UFRB".
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