Foto: Andrews Pedra Branca
O BRT Fake está sendo mencionado por usuários de transportes públicos em Feira de Santana e na região semiárida da Bahia. Seu impacto é medido pela quantidade de pessoas que acreditam na informação e a condução dessa crença. O fenômeno é intrigante, pois está associado a um investimento grande, de mais de um bilhão de reais, e é suficiente para modificar a mobilidade de Feira de Santana, cidade com sistema de transporte coletivo que não atende a população.
O BRT, sigla em inglês para Transporte Rápido por Ônibus, é um sistema de transporte que utiliza veículos pesados ou articulados em “corredores exclusivos”, permitindo conexão rápida e segura.
Também conhecido como BRT fantasma é apontado por muitos como indício de falta de informação ou de recursos públicos. A notícia já foi publicada e compartilhada várias vezes em redes sociais e em pelo menos um veículo de grande circulação na cidade. As informações não são confiáveis e a possibilidade de sua instalação é apenas um boato. Apesar disso, a desinformação não deixa de causar consequências no dia a dia da população, afetando a confiança em serviços públicos, a percepção de segurança e o funcionamento da economia.
A notícia sobre a construção de um BRT em Feira de Santana gera desconfiança e suscita uma série de suspeitas, uma vez que a cidade não possui infraestrutura para a operação de um sistema desse porte. A falta de informações claras e detalhes consistentes por parte das autoridades afeta a confiança da população. Sem checagem e confirmação das informações, a credibilidade do serviço público fica arranhada. No dia a dia, a má-fé na divulgação dessas notícias pode provocar quebra de confiança em todos os órgãos.
De forma prática, a instalação de um BRT em Feira de Santana, a cidade mais populosa do interior baiano, afetaria diretamente a economia, a sociedade, a mobilidade e a saúde. Uma nova linha de transporte pode gerar impactos positivos e negativos — principalmente quando se trata de um sistema complexo, que envolve a operação de coletivos em corredores segregados.
Os cidadãos devem checar se as informações publicadas são verdadeiras, sempre que possível a partir de fontes reconhecidas, como as oficiais. O primeiro passo é olhar a origem da informação e, se necessário, investigar. Algumas perguntas ajudam a descobrir se uma notícia é verdadeira: quem produziu? Essa pessoa ou grupo costuma divulgar informações corretas? Os dados estão corretos?
A desinformação pode causar consequências prejudiciais em diferentes níveis. Para Feira de Santana, especulações sobre a instalação de um BRT pode impactar a imagem da cidade, influenciar decisões de investimento e gerar desconfiança nas autoridades. Reputação negativa, falta de credibilidade ou alarmismo constante na população podem desviar atenção sobre a urgência de um transporte público eficiente. A omissão ou ineficácia na checagem crítica de informações pode comprometer a proteção da população contra notícias falsas e a análise séria sobre a qualidade dos serviços.
Cobrar transparência é fundamental. Os documentos que descrevem o projeto têm de estar acessíveis, já que a proposta pode provocar grandes mudanças no município. Na falta de um site específico, uma cópia do projeto deverá ser apresentada à Câmara Municipal para apreciação.
Por Alberto Peixoto
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