
Lá dos EUA, assim que soube da condenação do amigo Jair Bolsonaro cá no Brasil, Donald Trump, o presidente, anotou: ‘Era isso que queriam fazer comigo’. Cá, Bolsonaro haveria de dizer: ‘Mas comigo fizeram’.
Para além das afinidades ideológicas e do jeito troglodita de ser, os dois acumulam históricos muito parecidos, com a diferença do final, feliz Trump, infeliz para Bolsonaro.
Trump elegeu-se presidente dos EUA em 2016 e Bolsonaro em 2018. Em 2020 Trump perdeu e os seus aliados invadiram o Capitólio, com cinco mortes; em 2022 foi a vez de Bolsonaro perder, com a invasão das sedes dos três poderes, o famoso 8 de janeiro. Cá ninguém morreu, só obras de arte agredidas.
A diferença essencial está aí. Ano passado Trump voltou ao poder e este ano Bolsonaro está a caminho da cadeia.
A bomba – Fica claro que os EUA são os EUA e o Brasil é o Brasil. Lá, os processos contra Trump foram arquivados porque presidente da República não pode responder processo. Cá, Bolsonaro até queria ser candidato, mas a Justiça não deixou. Ele já estava inelegível e agora a inelegibilidade vai a mais de 100 anos.
Lá dos EUA Eduardo Bolsonaro postou vídeo dizendo que o ministro Alexandre de Moraes não vai voltar para a casinha. E conclui: ‘Graças a Deus que nós temos o aliado mais poderoso do mundo. E a gente vai virar este jogo’.
É, como ele já disse que Trump tem a bomba atômica na mão, quem sabe?...
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