O cenário geopolítico global sofreu um abalo sísmico, na manhã deste sábado, 28, com um ataque contra o Irã realizado de forma coordenada pelos Estados Unidos e Israel. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em pelo menos outras quatro cidades estratégicas: Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
Mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações ligadas ao líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, cujo paradeiro atual é desconhecido.
A resposta de Teerã foi imediata. O governo iraniano disparou mísseis contra o território israelense e iniciou ataques a bases americanas espalhadas pelo Oriente Médio, acionando sirenes de alerta em países como Catar, Bahrein e Kuwait.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a ofensiva e afirmou que o objetivo central é "destruir o programa nuclear iraniano". Classificada pelo Pentágono como "Fúria Épica", a operação militar busca eliminar o que Washington considera uma ameaça existencial e terrorista.
"Garantiremos que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar o poder das forças armadas dos Estados Unidos", declarou Trump em vídeo.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, endossou a ação, reiterando a necessidade de eliminar a ameaça do regime dos aiatolás e criando, segundo ele, condições para que o povo iraniano retome o controle de seu destino.
Este é o segundo ataque direto dos EUA ao território iraniano em menos de um ano. A tensão escalou após o fracasso de negociações em Genebra, onde os EUA exigiam o fim do enriquecimento de urânio. O Irã, mergulhado em uma crise econômica severa com inflação acima de 40%, vinha enfrentando uma nova onda de protestos internos antes da ofensiva militar.
O ataque ocorre em um momento de alinhamento militar do Irã com Rússia e China. A inteligência americana aponta que instalações nucleares iranianas foram fortificadas recentemente, sugerindo que o conflito pode se estender por dias.
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