A Receita Federal e órgãos parceiros deflagraram, nesta quinta-feira, 28 de agosto, a “Operação Carbono Oculto”. Trata-se da maior ação contra o crime organizado da história do país, em termos de cooperação institucional e amplitude no alcance das metas. O objetivo da operação é desmantelar esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
“Essa ação do governo Lula contribui amplamente para a superação do problema da violência na nossa sociedade e reforça a lógica de que só com inteligência e investigação venceremos o crime organizado em nosso país. É a maior e mais bem sucedida operação de enfrentamento ao crime, feita com planejamento e respeito à legalidade. Uma operação de muito sucesso, sem disparar tiros a esmo, sem por em risco a vida dos profissionais de segurança, sem lesar direitos das comunidades”, afirma o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas.
“Não podemos ceder ao discurso de que ‘bandido bom é bandido morto’, e nem repetir a estupidez de que a mera ação armada vai resolver o problema da segurança no Brasil”, declarou ainda o secretário, que destacou a cooperação institucional e a amplitude da investida como fatores essenciais ao sucesso da operação. As investigações focam elos da cadeia de combustíveis, controlados pelo crime organizado, que vão desde a importação, produção, distribuição e comercialização ao consumidor final, até os elos finais de ocultação e blindagem do patrimônio via fintechs (empresas que utilizam tecnologia para inovar e oferecer serviços financeiros de forma digital) e fundos de investimentos.
A articulação institucional envolveu, além da Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal, as polícias Civil e Militar; a Agência Nacional de Petróleo (ANP); e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), por meio do Grupo de Atuação Especial para Recuperação Fiscal (Gaerfis). O objetivo é desmantelar esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Foram mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas suspeitas de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.
“Os bilhões de reais que movimentam o tráfico não estão nas favelas. Circulam na mão de grandes empreendedores do crime, que precisam ser alcançados, seja com ações investigativas fortes e integradas, com a participação de órgãos de inteligência financeira, e com envolvimento ativo da Receita Federal”, aponta Freitas, que parabenizou o ministro Fernando Haddad e equipe na gestão do que chamou de “uma arrojada política de combate aos privilégios tributários”, e na contribuição para a consolidação de um país mais seguro, com respeito às leis e aos direitos fundamentais.
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