O governo de Luiz Inácio Lula da Silva enxergará uma possível sanção contra o ministro Alexandre de Moraes como uma "ingerência externa" em assuntos internos do Brasil e uma ofensa à soberania nacional, e não apenas como uma medida direcionada a um integrante do STF.
A declaração ocorre após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmar, em audiência na Câmara dos Deputados dos EUA, que a imposição de sanções contra Moraes está "em análise" e é uma "grande possibilidade".
Segundo informações do Uol, o motivo seria as decisões do ministro contra plataformas digitais, vistas pelo governo de Donald Trump como restrições à liberdade de expressão.
Entre as medidas consideradas estão o bloqueio da entrada de Moraes nos EUA e o congelamento de bens que ele eventualmente possua no país.
O assunto tem sido discutido pelo governo brasileiro, que entende que uma eventual medida dos EUA deve ser interpretada como um ataque à soberania do Brasil, e não como uma ação isolada contra um cidadão.
Por isso, o país prepara respostas, incluindo solicitações de esclarecimentos por vias diplomáticas e outras possíveis medidas.
No Palácio do Planalto, a orientação é evitar confrontos com a extrema direita e tratar o caso de forma institucional com os Estados Unidos. No entanto, caso as sanções sejam efetivadas, o governo brasileiro deverá reagir, por considerar a medida uma afronta à soberania nacional.
O PT também manifestou posição semelhante. O líder da bancada do partido na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), emitiu uma nota em nome do partido.
"Nós, parlamentares do PT, defendemos a independência e a harmonia entre os poderes bem como a soberania das instituições brasileiras. Repudiamos veementemente a tentativa do governo dos EUA de politizar decisões judiciais, atentando contra a soberania brasileira e o STF por sua atuação contra os golpistas liderados pelo ex-presidente da República", disse.
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