Cerca de 14% da população brasileira nos últimos 12 meses teve como vizinhos integrantes de facções criminosas. O número compreende cerca de 23 milhões de pessoas no Brasil, conforme aponta a pesquisa Datafolha.
No geral, 2.508 pessoas com mais de 16 anos participaram do estudo em todas as regiões do Brasil, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. De acordo com os entrevistados, no local onde moram existe “presença explícita de facções criminosas e milícias”.
De acordo com um mapeamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) concluído neste ano, o Brasil tem ao menos 88 facções criminosas. Tal levantamento acontece nos presídios estaduais e federais de todo o país.
“Essas são facções que estão interagindo com as duas maiores, PCC e Comando Vermelho”, indicou o diretor-presidente do Fórum, Renato Sérgio de Lima.
O Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho atuam em mais de 20 estados. Ainda conforme a publicação, a proporção da existência da criminalidade em regiões periféricas é de 17%.
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A pesquisa indica ainda que pretos e pardos também são mais afetados pela presença ostensiva do crime organizado, quando comparado com a população branca. Junto a isso, pessoas mais jovens entregam a presença de facções e milícias no lugar onde moram com mais frequência do que os entrevistados mais velhos.
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