Antônio Cardoso avança na construção de um planejamento jurídico, cultural e social de longo prazo e já se projeta no cenário internacional com a articulação da Conferência Internacional de Africanidades, prevista para acontecer no município em 2026. O tema foi um dos principais pontos de um encontro que reuniu nesta sexta-feira (9/01) o procurador doutor Ailton Cardoso, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), o coordenador técnico da Casa da África, Olatoye Peter Disamu, e o prefeito Jocivaldo dos Anjos.
A reunião debateu a criação de cooperação técnica e convênios entre o município e a UEFS, com foco nas áreas de cultura, artes, pesquisa científica, igualdade racial, intercâmbio acadêmico e ensino da história e cultura afro-brasileira, especialmente no fortalecimento das políticas educacionais da rede municipal. Para o prefeito Jocivaldo dos Anjos, o encontro representa um marco na forma como o município pensa desenvolvimento. “Estamos falando de planejamento com base técnica, mas também com identidade. Antônio Cardoso tem uma história profundamente ligada às matrizes africanas, e essa parceria nos ajuda a transformar essa herança em política pública, educação e valorização do nosso povo”, afirmou.
Um dos eixos centrais discutidos foi o planejamento jurídico estruturado para o município. Segundo Olatoye Peter Disamu, a proposta envolve um amplo trabalho de mapeamento institucional, infraestrutura, organização de processos administrativos e articulação com diferentes instituições, metodologia consolidada no campo da pesquisa acadêmica. A UEFS deverá dividir esta responsabilidade, junto à Casa da África, pelos planejamentos técnicos, contribuindo para dar sustentabilidade às ações no médio e longo prazo.
Durante o encontro, também foi destacado o papel da Casa da África, instituição que ganhará ainda mais força e voz neste ano em Antônio Cardoso, atuando na valorização da cultura afro-brasileira, na preservação da ancestralidade e no fortalecimento da vida comunitária. A Casa desenvolve atualmente o mapeamento de saberes tradicionais, como os conhecimentos de rezadeiras, parteiras, lideranças de terreiros, mestres da cultura popular, expressões da música de raiz, além de iniciativas de empreendedorismo quilombola e da economia solidária.
“O nosso trabalho é reconhecer que esses saberes são ciência, são cultura e são história viva. Estamos mapeando rezadeiras, povos da umbanda, do candomblé ou de outras tradições, parteiras, lideranças religiosas e culturais para fortalecer esses territórios de saber”, explicou Olatoye Peter Disamu. Segundo ele, a proposta também inclui levar conhecimento jurídico a essas comunidades, garantindo orientação, proteção de direitos e reconhecimento institucional das culturas de matriz africana.
A parceria com a UEFS prevê ainda ações de formação em letramento racial, educação antirracista na rede municipal de ensino, fortalecimento dos terreiros e dos movimentos de matriz africana, além da criação de um centro de apoio voltado às comunidades afro-religioso. Outro destaque foi a proposta de colaboração da UEFS na organização da Conferência Internacional de Africanidades, que deve reunir, em Antônio Cardoso, autoridades, pesquisadores, estudiosos e intelectuais africanos e da diáspora para a troca de saberes ancestrais e contemporâneos. “Queremos dividir conhecimentos, aproximar culturas e reafirmar a ancestralidade como base de construção do futuro”, reforçou Olatoye. “Trazer uma conferência internacional para Antônio Cardoso é afirmar quem somos e para onde queremos ir. É colocar o município como território de diálogo, conhecimento e valorização da cultura afro-brasileira”, destacou o prefeito.
Como próximo passo, está prevista uma reunião com a reitora da UEFS, quando serão encaminhados formalmente os processos necessários para viabilizar os convênios e projetos discutidos. As datas, tanto desse encontro quanto da Conferência Internacional de Africanidades, ainda serão divulgadas.
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