O jornal americano The New York Times publicou neste fim de semana um perfil do ator brasileiro Wagner Moura, no qual o descreve como um forte concorrente ao Oscar de Melhor Ator pelo filme O Agente Secreto. As indicações ao prêmio da Academia serão anunciadas em 22 de janeiro, e a cerimônia está marcada para 15 de março.
Neste domingo (11), Moura também disputa o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama no Globo de Ouro, uma das principais premiações da indústria cinematográfica e televisiva dos Estados Unidos.
Segundo o jornal, "o astro brasileiro de O Agente Secreto é um dos principais candidatos ao Oscar", embora destaque que parte do público em seu país tenha se voltado contra o ator por suas críticas ao governo de direita. A reportagem, intitulada "Wagner Moura se mantém crítico, mesmo quando isso lhe traz problemas", relembra episódios de atrito com a direita brasileira, especialmente após sua estreia como diretor com o filme Marighella, que aborda a ditadura militar.
Em entrevista ao New York Times, Moura reiterou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à direita. "O Brasil é lindo, mas também é violento, elitista, misógino e homofóbico. E Bolsonaro é a personificação de tudo isso", afirmou.
O perfil também ressalta a decisão do ator de evitar estereótipos em Hollywood. Após o sucesso como Pablo Escobar na série Narcos, da Netflix, Moura teria recusado diversos projetos lucrativos e de grande visibilidade. De acordo com o jornal, essa postura, embora tenha frustrado agentes, acabou contribuindo para o atual reconhecimento internacional.
O Agente Secreto já rendeu a Moura uma indicação ao Globo de Ouro e prêmios de Melhor Ator no Festival de Cannes e no Círculo de Críticos de Cinema de Nova York. Apesar da concorrência de nomes como Leonardo DiCaprio, Timothée Chalamet e Michael B. Jordan, especialistas citados pelo jornal acreditam que o brasileiro pode conquistar sua primeira indicação ao Oscar.
O New York Times conclui que, embora nunca tenha se tornado a principal escolha latina de Hollywood, Moura construiu uma carreira sólida entre dois continentes. Aos 49 anos, o ator segue se destacando por performances marcadas por sensibilidade, inteligência e forte conteúdo político, em filmes, séries e no teatro, incluindo trabalhos recentes apresentados em sua cidade natal, Salvador.
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