A 3ª Vara Criminal de Feira de Santana decidiu seguir, nesta quinta-feira (1º), o parecer do Ministério Público da Bahia (MPBA) favorável a revogação da prisão preventiva de membros da “família do agro”, que foram presos em fevereiro deste ano, acusados de lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas.
Com a decisão, Niedja Maria Lima Umbuzeiro, Larissa Gabriela Lima Umbuzeiro, Paulo Victor Bezerra Lima e Clênia Maria Lima Fernandes podem ser soltos a qualquer momento. Robelia Rezende de Souza, que estava em prisão domiciliar, também conseguiu a liberdade provisória.
A Justiça também acatou o pedido de manutenção de prisão contra Gabriela Railza Lima de Souza, pois ela nunca foi localizada. “A fuga do paciente do distrito da culpa, após o cometimento do delito, é fundamentação suficiente a embasar a manutenção da custódia preventiva, ordenada para garantir a aplicação da lei penal”, explicou o MPBA.
Além disso, já há um mandado de prisão para cumprimento de sentença contra Gabriela Railza, oriunda da Justiça de Tacaimbó, em Pernambuco, onde foi condenada a nove anos e dez meses de reclusão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Porquê foram soltos
O MPBA entende que o grupo não precisa permanecer detido, pois a prisão preventiva é uma medida cautelar que tem por objetivo evitar que o acusado cometa crimes e também prejudique o andamento do processo, o que já não pode ocorrer nesse caso, pois a Polícia Federal já concluiu as investigações e encaminhou o relatório final para o Ministério Público, na quarta-feira (31).
Outros alvos
Nesse documento, a Polícia Federal denunciou outras pessoas; Gustavo Lima Umbuzeiro, Ronaldo Fagundes, Uandra Umbuzeiro Oliveira, Caio Santos Rios e Eduardo Estevão Cerqueira Bittencourt Filho. Ainda no relatório, a PF pede o arquivamento do caso para Paula Batista Saldanha e Cristóvão Souza Umbuzeiro.
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