O coronel da Polícia Militar (PM-BA), Humberto Sturaro, se pronunciou nas redes sociais após a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) denunciar ter sido vítima de uma abordagem policial truculenta, na tarde da última quarta-feira, 1º, no bairro do Vale das Pedrinhas, em Salvador.
Em vídeo publicado no Instagram, Sturaro reconhece o equívoco no uso de palavrões, entretanto, quanto a energia adotada pelos agentes, o coronel afirmou que o método está adequado devido a "região de risco".
“Digo a senhora que nada justifica as palavras de baixo calão, a forma de ter dirigido a senhora, mas a energia necessária é justificada sim. Se uma guarnição, numa área de risco, não usar a energia necessária para executar uma abordagem, a vida da guarnição está em risco”, disse o militar.
Sturaro disse ainda ter ficado triste com as declarações da deputada e afirmou que a guerra, atribuída pela parlamentar como "culpa do militarismo", não acontece por conta de atitudes como essas, e sim, já está implantada na sociedade há muitos anos.
“Quando a senhora diz ao público que vidas foram ceifadas sumariamente devido a situações como esta, eu fico constrangido, eu fico melindrado, eu fico deprimido, meu coração aperta, deputada. Porque a senhora, como parlamentar, sem provas do que está falando, joga palavras ao vento, o que é que nós policiais militares podemos esperar? Senhora deputada, temos falhas internas, que precisam ser corrigidas. Mas as falhas existem, a começar pelas falhas internas que existem no seu próprio partido [PCdoB]”, finalizou o militar.
Abordagem
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) divulgou nas redes sociais nesta quarta-feira, 1º, que passou por uma abordagem policial violenta em Salvador.
Por meio do Instagram, ela relatou que estava passando de carro pelo Vale das Pedrinhas e o veículo foi parado por uma guarnição policial. A deputada afirmou que agentes apontaram armas para o carro e gritaram "desce do carro, porr#", pedindo para todos colocarem as mãos na cabeça.
"Nós saímos com as mãos na cabeça. Foi um negócio muito chocante, ver aquele tanto de arma e o policial em cima, fazendo questionamentos. Ele entendeu, percebeu quem eu era. Em nenhum momento falei que era deputada, mas depois ele me reconheceu e mudou o tom da abordagem e eu fiquei pensando, eu disse para ele que era um absurdo aquela forma, ele podia fazer diferente. Ele disse que o veículo preto era um veículo suspeito, ele tinha supostamente recebido a informação de que havia um veículo preto em fuga", relatou a deputada nas redes sociais.
Ela continuou o relato afirmando de forma emocionada e questionou se o veículo poderia ter sido alvejado caso ela não tivesse entendido os sinais da viatura.
"Acabei de passar por uma abordagem policial violenta, completamente inadequada, daquelas que o nosso povo sofre todos os dias. É preciso garantir urgentemente câmeras nas fardas dos policiais", afirmou.
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