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Feira de Santana Zona Rural

Jurandy Carvalho fala sobre luta pelo Lago de Pedra do Cavalo

Vereador conta que tem lutado pela exploração do manancial do Lago de Pedra do Cavalo em beneficio das comunidades que ele cerca. Jurandy conta ainda sobre benefícios para a zona rural da cidade.

16/10/2023 09h43
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News
Vereador Jurandy Carvalho (PL) - Foto: ASCOM / Câmara Municipal
Vereador Jurandy Carvalho (PL) - Foto: ASCOM / Câmara Municipal

O vereador Jurandy Carvalho (PL) esteve recentemente em Brasília, capital do Brasil. Lá, ele se reuniu com diversos ministros. Ele disse ter ido no Ministério da Pesca e Aquicultura para cobrar intervenções principalmente no Lago de Pedra do Cavalo, que passa pelo distrito de Ipuaçu, ao qual ele representa. “Agora, com o apoio da Prefeitura Municipal e de empresas privadas, vamos fazer o Aquafest, o 12º Encontro de Pescadores do Lago de Pedra do Cavalo”, disse.

No encontro, ressalta o vereador, o intuito é renuir a marcha pesqueira, as pessoas que gostam do lazer e do entretenimento em Pedra do Cavalo. “Convidamos o ministro André de Paula para vir a nossa cidade olhar o potencial do lago para que possamos e fazer investimentos da área da pesca e na área do turismo naquele importante manancial de Feira de Santana. Estamos aguardando a resposta dele”.

Nesse encontro será discutida a questão ambiental. Haverá uma palestra com Márcio Pimentel, gestor da APA, Área de Proteção Ambiental (APA) do Lago de Pedra do Cavalo, que abrange os municípios de Feira de Santana, Antonio Cardoso, Santo Estevão, Cabeceiras do Paraguaçu, Governador Mangabeira, Muritiba, São Félix, Cachoeira, Conceição de Feira e São Gonçalo dos Campos, e está situada no entorno do lago de Pedra do Cavalo.

“Ele é um profundo conhecedor do lago e vamos discutir a poluição através dos riachos, principalmente nas cidades de Riachão do Jacuípe e Feira de Santana. Elas são as cidades que mais poluem o Rio Jacuípe. Precisamos discutir como tirar essa poluição dentro do Lago de Pedra do Cavalo e do Rio Jacuípe”, ressalta o vereador.

Outra questão é a turística e náutica, que envolve pesca, irrigação e plantio. “Quem vai falar sobre esse assunto é Sergio Carneiro, que é um conhecedor do assunto. Foi o pai dele, o ex-senador João Durval Carneiro que implantou Pedra do Cavalo na época. Ele falará do Plano Diretor para o lago onde possa ser contemplado esses eixos: agricultura, pesca, irrigação, geração de energia elétrica. Pretendemos sair de lá com um documento levando aos órgãos públicos das três esferas e fazer um grande projeto de lazer, turismo e agricultura para o lago”.

No próximo dia 19 de outubro, Jurandy disse que convidará todos os 12 prefeitos dos municípios vizinhos que são banhados por Pedra do Cavalo, mais entidades como o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Secretarias de Meio Ambiente do Estado e do Município, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico que tem a frente Angelo Almeida, e outras pessoas importantes, para fazer um debate sobre o lago. “Vamos discutir o seu aproveitamento daquele manancial, como a recuperação dele. Falar sobre o esgotamento sanitário e o lixo que são lançados lá”.

Jurandy salienta que desde o início do seu mandato começou a lutar pelo Lago de Pedra do Cavalo e fala sobre o assunto. “Vamos fazer agora uma estratégia diferente, que é mostrar o potencial do lago e tentar fazer algo de imediato”.

O vereador ressalta que representa principalmente a zona rural da cidade que é muito forte e precisa voltar a produzir mais. “Viemos perdendo a produção da zona rural de nossa cidade ao longo do tempo e precisamos voltar a produzir, dando conforto e segurança ao homem do campo”.  Para isso, Jurandy disse que vem brigando principalmente pelo estudo de solo das localidades. “O solo de Tiquaruçu não é o mesmo de Ipuaçu, de Humildes, de Jaíba. Precisamos fazer um mapeamento do solo para ver quais são as culturas que podem ser plantadas nesses locais e voltar a ter uma produção forte”, explica.

Os distritos vêm perdendo as suas características de plantações. Em Ipuaçu se plantava muito milho e feijão. Em Maria Quitéria era mandioca e em Humildes hortaliças, lembra Jurandy. “Ao longo do tempo viemos perdendo essas características. A zona rural de Feira de Santana vem sendo loteada de forma brusca, com lotes pequenos. Precisamos traçar um plano urbanístico rural para que essa área não venha sofrer no futuro. Lembrando que é a zona rural que produz o alimento do dia a dia das pessoas e precisamos cuidar bem das pessoas do campo. Eles precisam de saúde, escola, maquinário moderno. Estamos lutando por isso dos governos municipal, estadual e federal”.

A zona rural da cidade sempre tem sido discutida na Câmara Municipal de Feira de Santana. Não apenas Jurandy, mas mais colegas seus tem trazido essa pauta. “Temos debatido. E agora vamos começar um novo debate sobre o orçamento que no ano passado foi grande e não está sendo executado. Precisa ser executado pelo prefeito Colbert Martins que tem que dar mais liberdade para o secretário de Agricultura, que é esforçado e tem grandes projetos e inovações. Ele tem mandado projetos para licitação e não tem saído. Precisamos que o prefeito abra o leque e faça as coisas pela zona rural de Feira de Santana”.

O que tem avançado muito na cidade é a questão das estradas, ressalta o vereador. “Foi feito cinco pontilhões em Ipuaçu. As máquinas tem trabalhado direto em encascalhamento de estradas. Existem estradas que tinha 50 anos de feitas e foram refeitas a gestão do prefeito. Os corredores também foram feitos por ele, mas precisamos que ele ouça o secretário, coloque em pauta uma série de demandas que tem a zona rural e que precisa ser feita. Ela precisa ser bem cuidada e para isso precisamos da união de todos”.

Através da emenda do deputado federal Gabriel Nunes (PSD), que serviu para comprar um caminhão refrigerado para servir a agricultura familiar do município. “Ele já está rodando e vai servir a Maria Quitéria, a Matinha e a outros produtores que vendem a merenda escolar e já está sendo entregue por esse caminhão. Precisamos fortalecer ainda mais trazendo maquinário para dar um conforto maior ao homem do campo”.

 

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