A memória de uma cidade é composta por recordações materializadas no espaço e nos registros documentais, que são aliadas às memórias coletivas dos grupos sociais que testemunharam o passado da cidade e que testemunham o presente.
O local das reminiscências são os principais pilares da identidade histórica, colaborando para fundamentalmente evitar a falta da memória e o distanciamento do passado. Estas lembranças têm como sustentáculos os museus, arquivos, bibliotecas e também ambientes ou lugares que se transformam em locais mais profundos em afeto e lembranças de uma época como por exemplo, a casa, a rua, a praça, monumentos entre outros ambientes.
É possível preservar a memória de uma cidade ao zelar pelos prédios públicos e pelas casas que possuam um valor arquitetônico histórico com relevantes significados culturais. Independente de qual camada social sejam oriundos, através do tombamento, que pode ser material ou imaterial, se mantém as riquezas, memoriais e a história de uma cidade ou região, passando a ser protegidos pelo poder público e não podendo mais ser danificados ou descaracterizados.
Em contrapartida a todos os conceitos mencionados acima, a cidade de Feira de Santana segue em direção oposta quando o assunto é preservar a memória histórica e arquitetônica da cidade.
Diversos casarões foram demolidos para serem transformados em estacionamentos ou outro tipo de negócio. Como exemplo podemos citar a residência do deputado e ex-prefeito da cidade, Francisco Pinto. Ou o renomado Cine Iris, um dos pioneiros cinemas de Feira de Santana. O casarão de João Marinho Falcão, empresário e ex-prefeito de Feira de Santana. O prédio do Hotel Solar Santana, transformado em estacionamento – nunca se viu tanto tesão por estacionamentos! – Vila Sampaio, hoje prédio da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, Casa da Torre, onde residiu o deputado Oscar Marques, Casa de Epifânio Jose de Souza, conhecida como Vila Áurea – Praça da República 1918 – Prédio do Mercado do Fato na praça Bernardino Bahia, esquina com a Rua Libânio de Moraes – Praça do Lambe-Lambe.
Todos estes, entre tantos outros prédios e monumentos da Cidade Princesa, foram demolidos, enterrando junto a eles a história da Princesa do Sertão.
Não podemos apagar as memórias da nossa cidade, do lugar onde vivemos, pois são estas lembranças que dão sentido à nossa vida. Preservar é zelar pela memória do nosso lugar, é assegurar que a história de um povo viva e consolide suas bases. Que as autoridades feirenses e seu povo atentem para estes detalhes.
Por Alberto Peixoto
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