A cidade de São Félix se prepara para mais uma grande celebração da música instrumental com as filarmônicas, uma tradição forte no estado da Bahia. A Filarmônica União Sanfelixta realiza, neste sábado e domingo (22 e 23), o IX Encontro de Filarmônicas da cidade de São Félix, evento tradicional no Recôncavo que reúne bandas de diversas regiões da Bahia e de outros estados, em homenagem ao Dia do Músico, celebrado em 22 de novembro.
A Sociedade Filarmônica União Sanfelixta foi fundada em 7 de setembro de 1916, em São Félix, Bahia, por um grupo de comerciantes que viram a necessidade de uma orquestra na cidade. A filarmônica tem como objetivos a educação musical gratuita, a inclusão social através da música e a preservação cultural, mantendo uma escola de música, um corpo orquestral e um arquivo de partituras.
Em entrevista ao Programa Rádio Total, das Rádios Paraguaçu FM e Santo Amaro FM, o presidente da União Sanfelixta, Alan Freitas, destacou que a expectativa é receber o público e promover o intercâmbio entre músicos e instituições centenárias ligadas à formação musical gratuita no estado. “É um encontro comemorativo, no qual as bandas vêm trocar experiências e mostrar o que aprenderam durante esse ciclo formativo. Já tivemos bandas de outros estados do Brasil e esse ano chegamos a nona edição saindo em um desfile às 15h da Praça Dois de Julho, em São Félix, e iniciando as apresentações das filarmônicas no Instituto Dannemann, às 16h”, afirmou.
O encontro conta com a participação de 10 filarmônicas mais a União Sanfelixta, divididas entre os dois dias de programação. “Geralmente as bandas que participaram no ano anterior não participam no ano subsequente e volta a participar no ano posterior. Usamos esse critério para não haver a repetição de bandas durante os anos e dá uma maior abrangência entre as regiões do estado. Já tivemos bandas do sul do estado, Sergipe e esse ano teremos a participação da banda mais antiga da Bahia que é a Erato Nazareno, de Nazaré das Farinhas, e de bandas da região metropolitana de Salvador”.
Alan ressalta que manter uma filarmônica é um trabalho árduo. “Temos 109 anos de existência ininterrupta que promove trabalho de assistência social de formação musical dentro do município e hoje não vivemos sem nossos parceiros e apoiadores como nossos sócios, a Prefeitura Municipal, da comunidade em geral e dos professores que levam essa formação para esses alunos e músicos”.
O evento não é competitivo, é comemorativo, ressalta Alan. “Fazemos a alusão ao Dia do Músico nesse evento. Somos, entre músicos e alunos, entre 170 e 180 integrantes, mais a diretoria, que maior parte é composta por músicos como eu. Esse evento é mais voltado para as bandas das filarmônicas, com músicos formados dentro de suas casas”.
Veja a programação dos dois dias de festa abaixo:
Sábado (22)
Vai-se ainda homenagear figuras ilustres das filarmônicas da Bahia em ambos os dias. O homenageado desse dia será o professor Felisberto, da Filarmônica Minerva, de Cachoeira.
Domingo (23)
Neste dia o homenageado será Paulo Alencar, presidente de honra da Filarmônica União dos Ferroviários, de Senhor do Bonfim.
A organização já está em fase final e no momento Alan está aguardando as bandas chegarem. “Eles chegarão amanhã a partidas das 14h, serão direcionados ao local do desfile e de lá ao local das apresentações. Estamos trabalhando a parte logística desde o início do ano, buscando parcerias para melhor acolher e levar esse evento para o público”.
Adson Oliveira, que já foi presidente da União Sanfelixta e hoje é vereador pela cidade de São Félix, espera que o evento seja um sucesso. “Apesar de ser o nono ano, cada ano é uma nova experiência. Cada ano são filarmônicas diferentes que procuramos dar oportunidade de várias cidades diferentes para circular no entorno da Bahia. Como músicos, ficamos satisfeitos com esse intercâmbio. Muitos dos músicos têm a oportunidade de conhecer outros lugares através das filarmônicas”, disse.
Da mesma forma acontece quando eles vêm para São Félix. “Procuramos sempre fazer essa interação. É isso que oxigena as filarmônicas”, finaliza.
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