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Feira de Santana Feira 190 anos

Prefeito fala sobre os 190 anos de emancipação política de Feira de Santana

Colbert Martins falou ainda sobre como está financeiramente da cidade.

18/09/2023 18h04
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News

Prefeito Colbert Martins - Foto: Boca de Forno News

O prefeito de Feira de Santana Colbert Martins falou sobre os 190 anos de emancipação política da cidade de Feira de Santana. O prefeito abordou sobre os festejos que vem sendo realizados na cidade desde a manhã. A festa começou na Igreja Catedral da Matriz em uma missa, local onde também se reuniu pela primeira vez a Câmara de Vereadores de Feira de Santana, lembra Colbert.

Para Colbert, 190 anos de existência é importantíssimo para a cidade. “Significa que que nos próximos dez anos comemoraremos 200 anos, assim como a Bahia comemorou 200 anos de independência agora. Já produzimos uma bandeira símbolo para dar uma arrancada nos próximos dez anos. Precisamos de conhecimento e tecnologia. Estamos melhorando o que é preciso melhorar para que possamos estar disputando junto e possamos ter aqui o que é de melhor”.

Há 190 anos a cidade pertencia a Cachoeira e, a partir do dia 18 de setembro de 1833, a cidade emancipou-se. Foi feito ainda o hasteamento da bandeira e logo após a inauguração do Monumento ao Vaqueiro. “Não queremos apenas escultura, mas tecnologia para voltarmos a ter vaqueiros e boiadas na cidade. Éramos uma grande feira de gado que hoje não tem mais. Precisamos voltar a ter uma grande feira no agro”.

Duas escolas foram ainda inauguradas na cidade. Uma no bairro Sítio Novo e outra na Asa Branca com o nome do ex-secretário Ildes Ferreira, morto em 2019. “Voltei de Jaguara, Povoado da Barra, onde fomos ver cisternas para prevenir a seca que pode vir por aí. No final da tarde participamos de uma cantata de alunos da Escola João Paulo I”, disse.

Cantata dos alunos da Escola João Paulo I - Foto: Boca de Forno News 

Feira de Santana cresceu e se desenvolveu economicamente, diz o prefeito. Colbert disse que a cidade foi a que mais gerou emprego nos últimos meses, mas houve uma queda nos repasses do Governo Federal que chegou a 30% de junho até agora, uma queda de R$ 14 milhões no ICMS no primeiro semestre, além de alguns sequestros retirando fundos da Prefeitura. “Fizemos um decreto que já está no segundo mês de restrição de despesas para que possamos não parar nenhuma obra, nenhuma atividade de saúde, educação ou limpeza. Cortamos combustíveis, diárias, uma série de outras coisas foi feito para não pararmos os investimentos na nossa terra”, explica.

O Governo Federal sinalizou que pode reparar as perdas dos municípios. Colbert acha que essa ação ajuda. “Em Brasília, o deputado Zeca Dirceu admite que o país inteiro pode ter R$ 10 bilhões através de emendas. Isso é muito pouco e vem do imposto de renda. Ele não deixou de cair para o Governo Federal. O que eles estão fazendo é segurar, mas agora que viram que o aperto aconteceu querem liberar. Mas é muito pouco”.

Ele citou o exemplo do governo passado, do ex-presidente Jair Bolsonaro, que liberou R$ 5 bilhões para o transporte público, está no orçamento e o Governo ainda não liberou para que se possa continuar com a mobilidade urbana adequada.

Colbert diz ainda que existem empresas que tem vontade de se instalar em Feira de Santana e o Governo Municipal está oferecendo o que pode. “Descontamos impostos municipais. Descontávamos até o ISS, mas o Governo Federal acabou com ele. Está no Senado para acabar com esse imposto que é chamado de imposto domesticado porque é o único que tem teto, não passa de 5%”.

O que o município está fazendo é tentar atrair ainda mais empresas, mas quem chega em Salvador Colbert diz que “eles” (a quem ele não nomeou, mas provavelmente deve ser o Governo do Estado) mandam para Camaçari, Centro Industrial de Aratu porque é mais perto. “Quando tínhamos o Centro Industrial Subaé (CIS), disputávamos. Íamos lá e oferecíamos o que era necessário. Agora, na maioria das vezes, as empresas ao chegar em Salvador, são dirigidas para esses locais. Não está fácil conseguir novas empresas, a não ser que elas cheguem lá e digam que querem vim para Feira de Santana”.

O prefeito quer trazer ainda novas tecnologias para a cidade, como o Marco Legal, lançado essa semana pelo Governo Federal, que é produzir gasolina e diesel sem petróleo. “Já está acontecendo em vários países do mundo, mas estamos começando agora. Não precisa ter um poço de petróleo em Feira para produzir gasolina e nós temos hidrogênio que o que precisa utilizar. Estou atento ao Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec) para que, quando essa tecnologia vier, possamos estar prontos para dar um salto tecnológico em nossa cidade”, finalizou.

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