Moraes impediu as operações no sábado, a pedido de um deputado do PT, que acusou o governo e o Ministério da Justiça de usarem as polícias federais para beneficiar a candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na manhã do domingo (30), entretanto, mesmo após a determinação do TSE, as operações foram desencadeadas em vários estados do país, segundo relatos dos eleitores nas redes sociais. O diretor-geral da PRF, Silvanei Vasques, declarou voto em Bolsonaro no sábado (29).
Segundo um relatório de controle interno da própria PRF, mais de 500 operações foram desencadeadas para fiscalizar ônibus de eleitores.
A campanha de Bolsonaro é contra a ampliação da oferta de transporte público para eleitores, e chegou a entrar com um pedido no STF contra uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso que obrigava estados e municípios a manter a oferta de transporte público em 2 de outubro, dia do primeiro turno.
Posteriormente, o STF autorizou estados e municípios a oferecer transporte público de graça. Segundo um levantamento do Idec, cerca de 300 cidades vão ter transporte público gratuito neste domingo de segundo turno.
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