A cientista Paula Muniz do Amaral falou sobre a notícia falsa espalhada pelo presidente Jair Bolsonaro em uma live, em suas redes sociais, de que supostos estudos do Reino Unido teriam concluído que os indivíduos totalmente imunizados estariam desenvolvendo a AIDS “muito mais rápido do que o previsto”. A live foi excluída do Instagram, Facebook e YouTube por conter fake news.
Conforme Paula, as pessoas precisam entender que o vírus da AIDS se transmite de forma sexual, sanguínea e vertical e o vírus do Covid-19 é por transmissão respiratória. “Precisamos ter responsabilidade e saber interpretar as informações. AIDS e Covid-19 são doenças que não se conversam e não tem nenhuma verdade nessa informação”, afirmou.
Paula chamou a declaração do presidente de irresponsável. “Porque estamos em uma pandemia mundial. Qualquer medida sanitária ou qualquer fala errada compromete as ações no mundo todo. No Brasil nós temos mais de 605 mil vidas perdidas, 605 mil famílias enlutadas e economia está em baixa".
Na opinião da professora, essa fala de Jair Bolsonaro comprometeu toda uma população que já está invisibilizada e estigmatizada que são as pessoas que vivem com HIV/AIDS. “Ele trouxe a questão sexual para comprometer ou negar mais uma vez a importância da vacina que é a única forma da gente realmente minimizar ou reduzir ao máximo a questão da transmissibilidade da Covid-19”, lamentou.
A cientista disse ainda que não há nenhum risco das pessoas que possuem HIV/AIDS de tomar a vacina. “Não apresentando nenhuma outra complicação em relação a saúde, não tem problema algum”, completou.
Ela concluiu sua fala ressaltando que a vacina ainda é a única forma que temos de não adoecer e não morrer. “Tem que se vacinar. Tomar as duas doses para que possamos ter um 2022 conseguindo respirar com liberdade e responsabilidade”, finalizou.
Com informações do repórter Reginaldo Junior
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