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Saúde Palavra de médico

O “Palavra de Médico” deste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, falou sobre menopausa

O médico Tarcízio Pimenta alerta para impactos físicos e emocionais da menopausa e critica falta de assistência adequada à saúde feminina.

09/03/2026 08h43 Atualizada há 6 horas
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News

Foto: Reprodução / Internet 

O “Palavra de Médico” deste domingo (8), data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, falou sobre menopausa. A menopausa é o fim definitivo da menstruação e da fase reprodutiva, confirmado após 12 meses consecutivos sem sangramento. Ocorre naturalmente, geralmente entre 45 e 55 anos, devido à queda na produção de estrogênio e progesterona pelos ovários. Sintomas comuns incluem ondas de calor, insônia, secura vaginal e alterações de humor.

O médico clínico geral e cirurgião Tarcízio Pimenta alertou para a necessidade de ampliar o debate e o cuidado com a saúde feminina durante a menopausa, fase que, segundo ele, ainda recebe pouca atenção, especialmente no sistema público de saúde. Ele destacou que milhões de brasileiras vivem atualmente o período do climatério, fase da vida que antecede e sucede a menopausa. De acordo com ele, esse ciclo pode ocorrer aproximadamente entre os 35 e os 65 anos, sendo a menopausa propriamente dita registrada, em média, entre os 48 e 52 anos, quando a mulher completa 12 meses consecutivos sem menstruar.

Segundo Tarcízio, a menopausa acontece devido à redução da atividade dos ovários, que passam a produzir menos hormônios, especialmente o estradiol, considerado por ele um dos principais reguladores do organismo feminino. “Esse hormônio participa de centenas de funções no corpo da mulher. Quando ele diminui, uma série de alterações começa a surgir”, explicou.

O médico ressaltou que os impactos podem ser amplos e envolver diferentes áreas da saúde. Entre os principais efeitos citados estão queda de cabelo, diminuição da produção de colágeno, envelhecimento acelerado da pele, redução da libido, diminuição da lubrificação vaginal, alterações cognitivas e maior risco de doenças cardiovasculares. Ele também chamou atenção para o aumento da incidência de problemas como infarto e AVC em mulheres após a menopausa, destacando que o estradiol exerce papel protetor sobre o coração e as artérias. “Com a queda desse hormônio, a proteção cardiovascular diminui e surgem outros riscos importantes para a saúde”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a perda de massa muscular a partir dos 50 anos, fenômeno que, segundo o médico, ocorre de forma mais acelerada nas mulheres e pode comprometer a mobilidade e a circulação sanguínea ao longo do tempo. Tarcízio criticou ainda a falta de assistência adequada para o tratamento da menopausa, ressaltando que muitas mulheres não conseguem acesso a terapias hormonais ou abandonam o tratamento por dificuldades de continuidade. De acordo com ele, embora milhões de brasileiras estejam nessa fase da vida, apenas uma pequena parcela consegue acompanhamento adequado.

Para o médico, é necessário ampliar a atenção médica e a conscientização sobre o tema. “A menopausa não pode ser tratada apenas como algo natural da idade, sem orientação ou cuidado. Muitas vezes é preciso acompanhamento especializado e tratamento adequado para garantir qualidade de vida”, concluiu.

Ouça o Palavra de Médico aqui.

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