O secretário de Saúde de Feira de Santana, Rodrigo Matos, reconheceu que uma das principais reclamações da população na rede pública é a demora para realização de exames como ressonância magnética e tomografia. Segundo ele, a demanda atual do Sistema Único de Saúde (SUS) é superior à oferta disponível na cidade.
De acordo com o secretário, a prefeitura tem buscado alternativas para ampliar o acesso aos exames, inclusive por meio de credenciamento aberto para clínicas privadas que desejem prestar serviço ao SUS. “Hoje existe um credenciamento aberto para qualquer empresa que tenha ressonância ou tomografia e queira prestar serviço ao SUS está aberto. Mas muitas vezes não há interesse das clínicas, porque elas têm convênios e outros modelos de negócio. Nós damos a oportunidade, mas não podemos obrigar a iniciativa privada a atender pelo SUS”, afirmou.
Rodrigo Matos destacou que atualmente o município não possui equipamentos próprios de ressonância magnética na rede municipal, situação que contribui para o aumento do tempo de espera. Segundo ele, a gestão identificou esse problema durante estudos sobre a estrutura da saúde no município.
“Feira de Santana, ao longo da sua história, não tem uma ressonância própria na rede municipal. Também não tem uma tomografia própria. Isso é algo que precisa ser estruturado e foi justamente o que buscamos corrigir”, explicou.
Hospital municipal terá exames de alta complexidade
Como parte da estratégia para ampliar a oferta de exames e procedimentos, o secretário ressaltou que o futuro Hospital Municipal contará com equipamentos de diagnóstico por imagem. O hospital, anunciado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, deverá contar com ressonância magnética e tomografia, além de outros serviços hospitalares.
De acordo com Rodrigo Matos, a estrutura também será reforçada em outra unidade da rede municipal. “Além do hospital, a policlínica municipal também terá uma ressonância e uma tomografia. Hoje não temos nenhuma na rede própria e passaremos a ter duas”, afirmou.
Para o secretário, essa ampliação ajudará a reduzir o tempo de espera e melhorar o acesso da população aos exames. Outro fator apontado pelo secretário para explicar o aumento das filas é a ampliação do número de consultas médicas oferecidas pelo município.
Segundo ele, com mais consultas realizadas, cresce naturalmente o número de exames solicitados pelos médicos. “Quando você amplia as consultas em especialidades como ortopedia, por exemplo, automaticamente aumenta o número de pedidos de exames. Isso é consequência de ampliar o atendimento à população”, explicou.
Apesar do aumento da demanda, o secretário afirmou que a gestão pretende continuar expandindo os serviços. “Se a população precisa do serviço, nós não podemos recuar. A gestão pública precisa identificar o problema e buscar soluções”, disse.
Programa “Remédio em Casa”
Durante a entrevista, Rodrigo Matos também falou sobre a implantação do programa Remédio em Casa, promessa do plano de governo municipal. De acordo com o secretário, o projeto continua nos planos da gestão, mas a prioridade inicial da Secretaria de Saúde foi estruturar o projeto do Hospital Municipal.
“O projeto acontecerá. O prefeito não faz promessa de campanha, ele faz compromisso com a sociedade e temos quatro anos para que esses compromissos sejam implementados. O foco inicial total foi colocar de pé o projeto do hospital, porque é algo complexo e que leva tempo. Agora estamos avançando em outros projetos, como o Remédio em Casa e a clínica pet”, afirmou.
Fábrica de próteses em construção
O secretário também comentou sobre a construção do espaço destinado à fabricação de órteses e próteses, obra anunciada pela prefeitura há alguns meses. Ele diz que a construção está em andamento, a todo vapor e a previsão é que seja concluída em cerca de 12 meses. Rodrigo destacou que o equipamento terá impacto direto na qualidade de vida de pessoas que perderam membros ou possuem limitações físicas.
“Sou ortopedista e isso é algo que toca o nosso coração de verdade. Vai muito além de obra. Uma pessoa que perde um membro perde muitas vezes a sua mobilidade. Colocar uma órtese ou uma prótese fabricada sobre medida para que ela volte a ter funcionalidade tem um valor imensurável para essa pessoa. Impacta a vida dela socialmente porque volta a ter produtividade no trabalho. Quando falamos de inclusão e acessibilidade também falamos disso”, explica.
Para o secretário, iniciativas como essa representam ações concretas de inclusão social. “Inclusão não pode ficar apenas no discurso. Quando o poder público investe em uma estrutura dessas, ele mostra que a inclusão está sendo colocada em prática”, concluiu.
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