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Feira de Santana HDPA

Paulão do Caldeirão faz graves acusações sobre HDPA; Diretora da unidade responde

Sandra Peggy fala sobre atendimentos realizados na unidade de saúde

10/09/2021 17h07 Atualizada há 2 semanas
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Por: Karoliny Dias
Paulão do Caldeirão faz graves acusações sobre HDPA; Diretora da unidade responde

Nesta semana, o vereador Paulão do Caldeirão (PSC) fez graves acusações a administração do Hospital Dom Pedro de Alcântara. Segundo o vereador, não existe razoes para que a instituição receba R$ 132 milhões de dinheiro público já que na unidade não existe cirurgias ortopédicas e a emergência foi fechada. Paulão pretende questionar a direção do HDPA sobre o que é feito com o dinheiro que é recebido através de um requerimento.

Paulão quer ainda saber sobre como os oito leitos de UTI que foram instalados no local são utilizados. Se preciso for, o vereador disse que pretende ir ao Ministério Público para saber o que é feito com o dinheiro. Ele contou com o apoio do colega, o vereador Emerson Minho (DC), que é também presidente da Comissão de Saúde da Casa e também quer “saber o que está acontecendo”.

Procurada pela reportagem do site Boca de Forno News, a diretora do HDPA Sandra Peggy afirmou que a Santa Casa é uma instituição privada filantrópica com 162 anos de atuação, atingindo a aproximadamente 73 municípios. Sua atuação é reconhecida como de elevada qualidade e eficiência. “Sua atuação é reconhecida como de elevada qualidade e eficiência. Atualmente a Santa Casa de Feira de Santana é a única instituição da região que oferece atendimento pelo SUS no tratamento de doenças cardiológicas graves desde o diagnóstico ao tratamento cirúrgico, doenças oncológicas desde a consulta à cirurgia oncológica e transplante renal já que Feira é o segundo principal centro transplantador da Bahia”, explicou.

Sobre emergência, Sandra explicou que o hospital atende apenas na área de oncologia para os pacientes assistidos na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, Unacon.  “Somente no ano de 2020, foram 4.362 atendimentos na emergência; em 2019, 5.213. Emergência geral é atribuição do município e do Estado realizada pelas UPA´s e policlínicas. A ortopedia não é uma especialidade que pode ser priorizada neste momento pelo hospital filantrópico, uma vez que somos referência em alta complexidade”, completou.

Sandra ressaltou ainda que toda a verba de financiamento público recebida pelo hospital é investida “nos milhares de procedimentos e consultas públicas” realizadas anualmente, incluindo estrutura e pessoal. “A Santa Casa necessita de mais recursos para ampliar sua capacidade de atendimento”, alertou.

Sobre os oito leitos de UTI instalados, a diretora afirmou que foram disponibilizadas para a população de Feira de Santana através da Secretaria Municipal de Saúde para o combate ao Covid-19. “Os leitos são regulados pela própria SMS, atendendo às demandas das UPA’s, policlínicas e equivalentes”.

Acusação da vereadora

A vereadora Eremita Mota (PSDB), em aparte do discurso de Paulão, afirmou que há pouco tempo o irmão de uma colega sua precisou de uma vaga no Dom Pedro e que não tinha para quem apelar. “Resolvi ir até a unidade e perguntei por que não havia vaga. Uma pessoa me disse, e não vou revelar seu nome, que um empresário fez um pedido e logo a pessoa teve direito a uma vaga. Isso é um absurdo. Só quero que o atendimento ali seja ampliado para quem precisa", declarou.

Sobre a acusação da vereadora, Sandra informou que o Hospital oferece 168 leitos distribuídos para cirurgia, clínica oncológica, quimioterapia e UTI. “As vagas são preenchidas diariamente de acordo com o encaminhamento feito pelas unidades de saúde que geram demanda de vagas de forma regular para o HDPA. Um eventual não recebimento de paciente decorre da falta de vaga momentânea ou simplesmente pelo fato de que o referido atendimento pode estar fora do perfil assistencial do hospital”, argumentou.

Segundo ainda a diretora, havendo disponibilidade de leitos, todas as unidades são assistidas. Não há nenhuma discriminação na unidade hospitalar. “Esta, aliás, é uma das marcas da nossa instituição: atendimento humanizado para todos, sem qualquer tipo de preconceito ou discriminação”.

Ela finalizou sua fala dizendo que a Santa Casa está sempre aberta para os vereadores, comunidade e todos os cidadãos que desejam informações. “A transparência é uma obrigação da instituição filantrópica e uma das suas principais bandeiras”, finalizou.

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