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Política Cassado e preso

Dez anos após impeachment, Cunha repete estratégia de Dilma para voltar à política

Cunha quer voltar à política usando uma tática parecida com a da ex-presidente.

14/02/2026 08h29 Atualizada há 2 horas
Por: Karoliny Dias Fonte: BNews
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Dez anos depois de liderar o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), quando era presidente da Câmara, e de ser cassado e preso pouco tempo depois, o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos) quer voltar à política usando uma tática parecida com a da ex-presidente.

Ele mudou o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Belo Horizonte (MG) e tem viajado pelo estado para conseguir apoio e votos, com o objetivo de se eleger deputado federal.

Em 2018, Dilma fez algo similar: trocou Porto Alegre (RS) por Minas Gerais e concorreu ao Senado, mas terminou em quarto lugar na disputa por duas vagas.

Cunha já tinha tentado algo parecido em 2022, quando se candidatou à Câmara por São Paulo. Por causa da cassação do mandato e da Operação Lava Jato, ele teve dificuldades na Justiça Eleitoral. A candidatura só foi aprovada duas semanas antes da eleição, e ele recebeu apenas 5 mil votos, sem se eleger.

Em entrevista ao Estadão, Cunha explicou que mudou para Minas por motivos pessoais, profissionais e políticos

“A minha filha é deputada pelo Rio, não iria competir com ela”, disse ele, se referindo à deputada federal Dani Cunha (União-RJ).

Embora faça uma agenda intensa de viagens por cidades mineiras, a principal forma que ele encontrou para alcançar os eleitores é por meio da rede de rádios Maravilha FM. O Estadão identificou 13 cidades com emissoras ou retransmissoras dessa rede.

Cinco delas estão registradas no nome de Daniel Cardoso de Sá, genro de Cunha. Outras duas, em Pirapora e Frutal, foram citadas pelo próprio Cunha em entrevistas à imprensa local. Segundo ele, a rádio de Frutal pertence ao pastor RR Soares, que entrou para a rede Maravilha.

As demais emissoras foram localizadas pelas redes sociais. Existem perfis específicos para as rádios em Belo Horizonte (89,1 FM), Juiz de Fora (89,7 FM), Uberaba (89,3 FM), Uberlândia (89,7 FM) e João Pinheiro (94,7 FM e 96,3 FM). Em Leopoldina, cidade a cerca de 60 km do Rio de Janeiro, ele também comprou uma gráfica.

Cunha afirma que as rádios são um negócio comercial, não político.

“Estamos formando uma rede, o que significa ter rádios de terceiros que aderem à nossa rede”, disse ele, sem dar muitos detalhes para não revelar a estratégia comercial.

“A única coisa que lhe diria é que São Roque e Araxá é a mesma rádio pegando em dois lugares. Juiz de Fora também é uma complementar de uma rádio do Rio de Janeiro. Além Paraíba é uma rádio que estará no Rio de Janeiro, em Friburgo, muito em breve, assim como tem outras que ainda se integrarão a rede. Isso é negócio privado e não política”, declarou.

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