No Brasil é lamentável perceber que as mudanças sociais ainda não foram assimiladas pela maioria da população. O desinteresse se traduz em falta de educação, tornando o Brasil um dos países com menor conhecimento político básico de seus cidadãos. A ausência de formação afeta o entendimento da política, dos partidos e da direita e esquerda em outras nações.
A preocupação aumenta ao constatar que mesmo os representantes políticos que detêm o poder não compreendem as questões relativas à formação política. O contexto histórico está relacionado à falta de conhecimento herdada pelas gerações que vieram antes.
O estado da formação política e cidadã da população brasileira é preocupante. Muitos cidadãos estão impedidos de exercer a cidadania, pois não contam com conhecimentos e informações que os permitam contribuir para o estabelecimento da democracia, fiscalizar os atos dos governantes, supervisionar e controlar os dispêndios públicos.
No Brasil a falta de conhecimento político é um dos problemas que mais prejudicam a população. Isso acontece graças à má educação, ou à falta de alguma educação, qualquer que seja. A educação é fundamental para o desenvolvimento da população, pois é por meio dela que qualquer sociedade consegue a sua ascensão. Para que isso aconteça, é importante que pelo menos a população de baixa renda tenha acesso a ela, já que em países muito pobres a maior parte da população pertence a essa faixa de renda, e é justamente essa população que mais precisa de atenção.
O representante político está diretamente relacionado ao exercício pleno da democracia, pois é ele quem desempenha a função de representar a população no governo. Representar é agir em nome de outra pessoa, executar um serviço para terceiros e representar seu interesse. No caso do representante político, ele deve ter a capacidade de pensar, avaliar e agir como a maioria da população gostaria, tendo por objetivo a satisfação do grupo e não o interesse próprio.
O funcionamento de um governo político depende da presença dos candidatos, pois todos os indivíduos necessitam de representantes para materializar e correr atrás da realização dos seus desejos e necessidades, defendendo seus interesses coletivos. Esses indivíduos que detêm esses direitos políticos, o direito de representação, devem ser seletivos, escolher seus candidatos para que possam colocar no comando do governo pessoas capazes de desempenhar as funções intermediárias entre o eleitor, sua vontade e a sua realização. Assim, em turnos regulares e de acordo com o tipo de governo eleito, a população participa do processo seletivo, permitindo-lhe escolher pessoas idôneas, boas líderes, com capacidade e compromisso para conduzir o governo em benefício da maioria.
Um dos grandes problemas enfrentados atualmente pelos brasileiros é a política: não só o funcionamento da máquina pública, mas a falta de conhecimento de como tudo isso opera, como as pessoas se tornam candidatas aos cargos públicos e o que fazem quando eleitas.
Surge, então, o debate sobre implantação do voto opcional. A não obrigatoriedade deste no Brasil mudaria o cenário da política nacional? Haveria diferenças no cidadão com a ampliação do direito de não votar? Haverá cidadãos com consciência política?
Por Alberto Peixoto
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