A discussão nacional sobre uma federação partidária entre MDB e Republicanos pode bagunçar a situação dos emedebistas na Bahia. Recentemente, o estado viu a situação em que ficou o PP, que trabalhava para retornar à base do governador Jerônimo Rodrigues, mas teve os planos frustrados devido à criação do União Progressista, que juntou União Brasil e o PP. Nacionalmente, as discussões sobre a nova federação é tocada pelos presidentes nacionais da siglas, Marcos Pereira (Republicanos) e Baleia Rossi (MDB).
Na Bahia, se a federação entre Republicanos e MDB sair do papel, o comando da sigla deve ficar com o Republicanos, atualmente na base de ACM Neto e Bruno Reis. A mudança de cima para baixo também poderia frustrar as pretensões dos emedebistas de permanecer na chapa à reeleição de Jerônimo Rodrigues.
Fonte emedebista diz que a federação costurada por Brasília tem enfrentado dificuldades para ser aceita por grupos do MDB principalmente no Nordeste; a Bahia é um desses casos. Com três deputados federais, a presidência do federação no estado ficaria com o Republicanos, presidido no estado por Márcio Marinho. O MDB só tem um deputado federal, Ricardo Maia.
Se a presidência da federação na Bahia ficar com o Republicanos, o que é a lógica, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima perderiam poder de negociação nas próximas eleições, principalmente na perspectiva de formação de chapas fortes. Além da renovação do mandato de Maia, o MDB deve lançar Jayme Vieira Lima como aposta para a Câmara; a secretária de Recursos Hídricos, Larissa Moraes, seria aposta para a Assembleia, tendo também a busca da renovação dos mandatos de Rogério Andrade e Matheus Ferreira. A federação com o Republicanos, na visão de emedebistas, pode dificultar esse planejamento.
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