Caciques bolsonaristas da Câmara dos Deputados têm demonstrado incômodo, nos bastidores, com a aproximação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas articulações para as eleições de 2026, segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
Apesar das críticas, esses parlamentares admitem que a movimentação faz parte do cenário político da Paraíba, base eleitoral de Motta e estado onde Lula mantém forte influência. Ainda assim, avaliam que essa relação mais próxima com o Planalto acaba refletindo dentro da Câmara e pressiona a bancada de oposição.
Entre os exemplos citados, está a PEC que propõe o fim da escala 6×1, uma pauta de forte apelo popular que dividiu deputados da direita e levou parte deles a apoiar a proposta mesmo sob resistência interna.
Outro ponto de tensão é o chamado PL da Misoginia, que deve ser analisado antes do período eleitoral. Para a oposição, a proposta cria um dilema político: votar contra pode gerar desgaste público, enquanto apoiar pode provocar críticas da própria base mais ideológica.
Lideranças da oposição lembram ainda que a eleição de Hugo Motta para o comando da Câmara, em fevereiro de 2025, teve apoio tanto do PL quanto do PT, o que reforça a necessidade de articulação do presidente da Casa com diferentes grupos políticos.
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