Mário Martinelli, do Conselho Regional de Farmácias da Bahia, falou sobre uma operação realizada nesta quinta-feira (3), em busca de farmácias irregulares na cidade de Feira de Santana. Segundo ele, a operação foi deflagrada após o relatório de fiscalização do Conselho constatar que estavam funcionando muitas farmácias clandestinas e irregulares no município. “Farmácias em alvará da Vigilância Sanitária, sem farmacêutico responsável técnico, funcionando a margem a margem da lei que traz a segurança necessária para aqueles que se dirigem a ele para adquirir um medicamento”.
O relatório foi enviado ao Ministério Público, a Vigilância Sanitária, Procon e Polícia Civil. “Na data de hoje, alguns alvos foram fiscalizados nessa ação conjunto e infelizmente seis deles foram interditados com uma grande quantidade de medicamentos psicotrópicos sendo dispensados sem prescrição médica e sem receita”.
Para voltar a funcionar, esses estabelecimentos precisam se regularizar. “Precisam seguir as legislações sanitárias vigente no Brasil. Se se organizar perante isso, com certeza a Vigilância Sanitária emitirá o alvará e eles voltarão a funcionar normalmente”.
Foram encontrados ainda medicamentos vencidos, sem nota fiscal que comprove onde foram adquiridos e infrações em relação a Secretaria da Fazenda. “Mas o que nos deixou preocupados foi a quantidade de medicamentos vencidos encontrados e os antibióticos e ansiolíticos dispensados sem prescrição médica, sem a retenção de receita e sem o acompanhamento de um farmacêutico”.
A maioria deles ficam em bairros mais carentes da cidade e onde a população não exige tanto. “Onde a população não tem o entendimento que farmácia não pode vender medicamento vencido, tem que ter farmacêutico. Isso é um agravante porque essa população é a que mais precisa do acolhimento e cuidado porque o recurso já é pouco. Comprar um medicamento vencido e não melhorar sua doença é complicado”.
Outras operações estão para ocorrer em outras cidades onde as pessoas persistem em trabalhar de forma não correta. “O Conselho tem que fazer a sua fiscalização porque é uma autarquia pública federal e é cobrado para fiscalizar os estabelecimentos e o cumprimento das leis vigentes do Brasil”, finaliza.
Com informações do repórter Luiz Santos, do programa Levante a Voz










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