Liomar Ferreira, presidente do Sincaver, entidade que representa falou sobre a situação da categoria diante dos transportes por aplicativo. Conforme ele, alguns têm aderido e entrado no sistema. “Isso é fato. Não é uma questão localizada, é nacional. Ou seja, houve uma diminuição na demanda pelo uso do do transporte individual, no caso táxi, e evidentemente que como nossa atividade é feita não apenas por quem só tem como meio de sustento o táxi, mas por outras que usam a atividade como complemento ou bico, rodando nas horas vagas”.
Liomar ressalta que, com a atividade, não se consegue mais pagar financiamento, comprar um carro ou paga-lo com o rendimento da praça. “Para trocar de carro hoje precisa se utilizar de outros meios, de outros recursos, não aqueles oriundo da atividade do taxista ou do transporte de passageiro. Hoje a classe vive uma dificuldade, mas mesmo assim está sobrevivendo”.
Liomar diz ainda que se tiver que falar das dificuldades da categoria, elas tem sempre uma relação direta com a chegada do transporte aplicativo por aplicativo. “Isso não quer dizer que a classe vai desaparecer ou que esteja em extinção. Pelo contrário, nós temos hoje uma renovação de frota constante. Todos os dias entra um veículo novo na praça e nem sempre essas pessoas estão fazendo o financiamento ou comprando um carro à vista com o dinheiro oriundo da praça. Mas o dinheiro da praça serve para complementar as despesas inerentes ao sustento da família e porque não dizer para fazer a manutenção do veículo, que é uma coisa cara hoje nos dias atuais”, diz.
Os taxistas estão usaram a bandeira dois durante o mês de dezembro. “Passado o dia 2 de janeiro volta tudo ao normal, ou seja, eles fazem uso da bandeira dois só naqueles horários já rotineiros. A partir das 20h, aos nos domingo e feriados. Nos horários normais é o uso da bandeira um que volta a fazer parte da nossa atividade”.
Houve uma tentativa de se criar um aplicativo para taxistas da cidade, mas não deu certo. “Essa tentativa foi criada. É bom lembrar, para ser justo, que o ex-prefeito Colbert Matins fez um convênio com a Prefeitura de São Paulo que tem um aplicativo só dos taxistas e esse chegou em Feira, mas não houve adesão que justificasse a sua permanência. Acho que não chegou a 20 o número de taxistas. A resistência do taxista ao aplicativo é em relação a tarifa cobrada. Essa é a opinião deles e nós respeitamos porque quem sabe o que é melhor para o taxista é o próprio taxista. Existem aqueles que trabalham por aplicativo, mas é uma minoria em relação ao conjunto da categoria. Deve chegar a no máximo 30%”.
São ao todo 1350 vagas de táxi hoje em Feira de Santana. Liomar lembra que em 1992 eram 1250, quando o prefeito da época, Zé Raimundo, liberou sem licença.
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