Quem nunca fez um esforço, indo além do orçamento, para garantir um presente especial para o Dia dos Namorados? A questão é que, para 33% dos brasileiros, o namoro foi motivo de endividamento, inclusive, segundo pesquisa da Serasa, produzida pelo Instituto Opinion Box, 25% precisaram contratar crédito para sair do “vermelho”.
A administradora Paula dos Santos conta que enfrentou sérias consequências, chegando a ter o nome negativado. “Na época, recebi uma rescisão de R$ 8 mil, emprestei ao ex-namorado, e até hoje ele não pagou. Meu nome sujou porque não tive dinheiro para pagar umas contas”, conta.
Esse também foi o caso da professora Laura Oliveira, que se endividou durante o namoro, em razão do uso de seu cartão de crédito pelo seu ex-companheiro, que não arcou com as faturas. “Foi um sofrimento dobrado. Passei anos para me recuperar, emocionalmente e financeiramente, desse relacionamento”, explica.
A relação entre coração e finanças fica evidente nestes casos e de tantos outros, envolvendo namorados, maridos, esposas e ficantes, que obtiveram prejuízos financeiros durante a data comemorativa e ao longo do relacionamento. Segundo a psicóloga, Valéria Meirelles, essa é uma realidade comum ao início dos relacionamentos: “o estágio inicial de paixão afeta a razão e faz com a pessoa se mostre muito mais emocional, chegando a acreditar que vale qualquer esforço para seduzir o parceiro – inclusive, recorrer a um empréstimo”.
O advogado André Andrade, mestre em Família e membro da Academia Brasileira de Direito Civil, explica que o endividamento durante o relacionamento é uma questão complexa e bastante delicada. “Essa não é uma relação que tenha toda essa formalidade e é difícil proteger o ser humano de suas próprias decisões impensadas, porque uma coisa é se houvesse uma coação ali, mas a pessoa está apaixonada, quer viver, muitas vezes, com um padrão de vida, por livre espontânea vontade, compra presente, gasta muito dinheiro”, detalha.
Segundo o especialista, questões financeiras podem ser contempladas em um contrato de namoro, em que o casal já especificamente, claramente, que haveria ressarcimento ou algo do tipo. Porém, executar esse contrato envolveria, no futuro, um processo judicial de cobrança, o que mais complexo. “Esse processo é possível em alguns casos, de algo mais vultuoso. Então, você pagou uma dívida da pessoa e a pessoa não te devolveu; você pegou empréstimo no seu nome, mas o dinheiro foi para a pessoa. Nesses casos, você poderia entrar com um processo cível. Mas, o primeiro passo seria você conversar com aquela pessoa”, orienta Andrade, reforçando que são questões delicadas e processos que, nem sempre, têm uma grande viabilidade e que exigem custas com a contratação de um advogado.
Meirelles esclarece ainda que falar sobre dinheiro é premissa de uma relação mais estável e esse tema deve ser tratado desde o começo, com alinhamentos como: “caso um não possa ir a um restaurante mais caro ou tem um orçamento específico para o presente, por exemplo”. Para a psicóloga, se trata da construção de um limite econômico da relação.
A pesquisa da Serasa ainda aponta que 64% dos brasileiros acreditam na importância do Dia dos Namorados para o relacionamento e que 55% dos consumidores têm a intenção de comprar presentes para alguém nessa época do ano. Os números mostram que os mimos tradicionais seguem em alta: entre as principais escolhas de presentes em 2024, figuraram as roupas (26%), perfumes (22%), algo simbólico, como flores e chocolates (16%), um almoço ou jantar comemorativo (15%) e equipamentos eletrônicos (14%).
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