Em dois dias, seis pessoas foram baleadas em zonas de conflito entre facções na Bahia. Cinco delas, suspeitas de envolvimento no tráfico de drogas, morreram em operações policiais. As mortes traduzem as diferentes faces da crise de segurança pública no Estado, que pressiona as autoridades locais e o governo federal, além de expor o desafio de conter o avanço das organizações criminosas pelo País. A luta do governo Jerônimo Rodrigues é para que a Bahia não venha a virar um novo Rio de Janeiro.
A morte do policial federal Lucas Caribé, durante operação, intensificou as operações policiais. Só em setembro, foram 68 mortos - mais de dois por dia - em ações da Polícia Militar até o dia 28, segundo o Instituto Fogo Cruzado, que mapeia a violência armada no Estado. No mês anterior, tinham sido 61 - a maioria em periferias da Grande Salvador. A Secretaria da Segurança Pública não divulga balanços oficiais.
Na semana passada, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que o Estado tem sido firme no combate à violência. Disse ainda que não determinou, em nenhum momento, que os PMs “trouxessem corpos”. Rodrigues sucedeu Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil - o PT governa o Estado desde 2007. Pressionado pela inação contra a crise, próprio governo Lula se apressou para dar uma resposta: um plano federal para tentar enfraquecer as facções, lançado esta semana.
A PM baiana já é mais letal do que a fluminense, historicamente conhecida por confrontos sangrentos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, numa tendência que se intensificou nos últimos quatro anos. E as semelhanças com o Rio não param por aí. A fragmentação e o acirramento das brigas entre facções pelo domínio do tráfico se aproximam do que ocorre nos morros cariocas.
As estatísticas criminais do Estado aparecem em destaque não só quando o tema é mortes cometidas por policiais, mas também nos homicídios totais registrados. A Bahia tem a segunda maior taxa de assassinatos por 100 mil habitantes do País, com 47,1 mortes, ainda que tenha apresentado redução entre 2021 e 2022, segundo dados reunidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Quem é quem na disputa
As disputas são protagonizadas pelo Comando Vermelho (o CV, aliado do grupo local, o Comando da Paz) contra o Bonde do Maluco, facção baiana que avança pelo Estado desde 2015. A facção do Rio, nos últimos três anos, deixou de ser apenas uma subsidiária de armas e drogas. Agora se apresenta com seu próprio nome e tenta recuperar territórios perdidos para o bando local.
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