Quatro dias se passaram desde o brutal crime que chocou todo Brasil, a morte da líder quilombola e ialorixá Bernadete Pacífico e até o momento ninguém foi preso. A Tribuna da Bahia procurou a Polícia Civil (PC-BA) para saber das novidades do andamento das investigações e a corporação afirmou que como a apuração do caso segue em andamento, detalhes não podem ser divulgados para não atrapalhar as investigações.
Segundo as investigações da Polícia Civil até o momento, mãe Bernadete estava em casa, no quilombo Pitanga dos Palmares, localizado em Simões Filho, assistindo televisão com os netos, quando teve sua residência invadida por dois homens e foi executada com vários tiros. Mãe Bernadete estava sob medida protetiva do Governo do Estado por conta do seu ativismo na defesa dos direitos humanos há pelo menos dois anos.
Uma das linhas de investigação da Polícia Civil é o conflito pela posse da terra onde o quilombo é localizado. A área de 854 hectares foi caracterizada pelo Governo do Estado como um local de disputas e conflitos fundiários. Mas apesar disto, a Polícia Civil não descarta diferentes possibilidades.
De acordo com Leandro Santos, um dos advogados da família, essas estratégias de proteção para a ialorixá não passavam segurança. "Esse programa de proteção era falho. Era um Organização Não Governamental (ONG) que geria o monitoramento das câmeras. Eram sete câmeras, mas só três que funcionavam. E por parte da polícia, tinha uma ronda pela manhã e outra pela tarde para verificar como estava dona Bernadete", ressaltou Dr. Leandro. O advogado ainda salientou que a segurança da ialorixá deveria ser feita por agentes policiais e não por uma ONG. E que deveria ser mais intenso a proteção, pois Mãe Bernadete apesar de estar no programa, não se sentia protegida.
Questionado sobre o programa de proteção para o filho da quilombola, Dr. Leandro falou que a família negou a medida e ainda fez críticas a proposta de solução. "Primeiro que o Governo nos tratou mal, não permitindo participarmos da reunião que o pessoal do Ministério teve com a família. Talvez se conversassem com a gente, a gente poderia ter conversado com a família e talvez eles pudessem ter aceitado a medida. Mas tenho críticas, pois não acho a melhor das soluções. Esse programa faz sumir com a família, mas e o sentimento de pertencimento a terra? O vínculo da terra que com tanta luta, conseguiu a titulação? É praticamente uma violação que faz com a comunidade quilombola isso. Essa solução é praticamente o Estado dizer que não consegue prender quem cometeu o crime", concluiu o advogado.
De acordo com familiares, há cerca de dois meses Mãe Bernadete estava sendo ameaçada. A ialorixá costumava denunciar madeireiros ilegais, já que a extração de madeira em área quilombola é crime, por ser Área de Proteção Ambiental (APA).
Wellington Pacífico, filho de Bernadete foi procurado pela Tribuna da Bahia, mas não pode atender, pois estava em uma entrevista para uma emissora de TV.
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