Conhecida por ser esporte completo, a natação promove a saúde física e mental, estimula a autonomia, combate o risco de afogamentos e torna as crianças mais inteligentes. Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Griffith, descobriu que crianças que participam da natação precoce alcançam uma ampla gama de habilidades mais cedo do que as crianças que não fizeram.
De acordo com o educador físico, especialista em atividades aquáticas Edmilson dos Anjos, mais conhecido como professor Eddie, a natação pode ser iniciada bem cedo, sendo recomendada a partir dos 6 meses de idade. “Quando a criança começa desde bebê a ter um estímulo psicomotor, principalmente na água, quando ela chega com três, quatros anos ela está mais esperta e inteligente. Os benefícios começam pelo desenvolvimento psicomotor, percepção corporal, fortalecimento de braço e perna, e a socialização. A piscina é um ambiente lúdico e uma criança feliz, que se diverte, é uma criança que tem um desenvolvimento integral, pois a natação fortalece a parte do cérebro associada ao aprendizado e a memória”, afirma.

Outro benefício é a melhora da ventilação pulmonar – motivo pelo qual a natação costuma ser uma indicação médica para crianças com bronquite ou asma.
“Exercícios feitos na piscina contribuem para o aumento da entrada e saída do ar entre as vias respiratórias. Durante as aulas, o metabolismo acelera e por consequência estimula os pulmões. A pressão hidrostática melhora o sistema cardiorrespiratório em decorrência do deslocamento sangue das regiões periféricas para a região central, onde está o coração e os pulmões”, explica o educador físico.
A enfermeira Marcela Bispo, mãe dos pequenos Phelipe Bispo, 7 anos, e João Bispo, 6 anos, tem presenciado os efeitos do esporte há mais de 2 anos.
“Os meus filhos estão dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e eles tem evoluído bastante, tem melhorado a coordenação motora, não tem adoecido, antes da natação, os meninos só viviam doentes. O João é portador de asma, e eu digo que, graças à natação, ele não tem tido mais crises. Eles têm tido uma saúde mais resistente, o apetite tem melhorado. Quando vejo os meus peixinhos nadando é uma felicidade enorme, eles nos enchem de orgulho”, relatou.

A sobrevivência ganha destaque, quando o assunto é aprender a nadar. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) apontam que 88% das pessoas que sabem nadar sobrevivem em acidentes relacionados a afogamentos. Além disso, o afogamento é a segunda maior causa de morte de crianças na faixa etária de 1 a 4 anos de idade.
“Por questão de sobrevivência decidimos colocar na natação, o fato deles saberem nadar já nos traz segurança, fico mais tranquila quando os levo em ambientes aquáticos, mas é claro, sempre com nossa supervisão”, conta a mãe do Phelipe e João.
O professor Eddie completa. “Uma criança que sabe nadar, quem tem uma capacidade dentro da água plena, já nos deixa mais tranquilos”, completa.
Além desses inúmeros benefícios citados, a natação estreita os vínculos afetivos entre pais e filhos. Conforme o professor Eddie, “a presença dos pais é importante nos primeiros anos, para que a criança se sinta mais segura. Quando vemos nossos pais ali na arquibancada, nos olhando, isso nos inspira, nos encoraja. A conexão é muito forte”, finalizou.
Para iniciar as aulas é importante ter a liberação de um médico pediatra e seguir as orientações de um professor especializado.
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