Considerado peça-chave nas investigações, o celular do diretor da Caixa que foi encontrado morto nesta terça-feira, 19, na sede do banco, em Brasília, já está em posse da polícia e vai ser periciado.
O objetivo é acessar o conteúdo do aparelho, como as trocas de mensagens, em até 20 dias, e descobrir o que teria levado o funcionário a se jogar do sétimo andar do prédio, já que o caso inicialmente foi registrado como suicídio.
Sérgio Ricardo Faustino Batista atuava na diretoria de Controles Internos e Integridade, setor responsável pelo recebimento de denúncias, inclusive de assédios sexual e moral. Ele estava na Caixa desde 1989.
Batista era visto dentro do banco como muito próximo do ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de quem já tinha sido assessor direto. Guimarães foi forçado a pedir demissão em junho, após ser alvo de denúncias de diversas funcionárias por assédio sexual.
As investigações vão revelar se as denúncias contra Guimarães têm relação com a morte de Batista. A polícia suspeita que os dois podem ter trocado mensagens sobre o assunto.
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