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Polícia Novo comando

Coronel Adalberto Piton é o novo comandante do Comando de Policiamento Regional Leste de Feira de Santana

O novo comandante fala sobre suas estratégias e de como ajudará Feira de Santana na área da Segurança Pública.

09/12/2021 11h19 Atualizada há 4 anos
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News
Foto: Reprodução / Site Voz da Bahia
Foto: Reprodução / Site Voz da Bahia

O coronel Adalberto Piton assumiu, no lugar do coronel PM Nilton Paixão, o Comando de Policiamento Regional Leste de Feira de Santana (CPRL), nesta quinta-feira (09). Coronel Piton disse que sabe que há uma expectativa muito grande da comunidade, que está a pouco mais de três dias em Feira de Santana fazendo estudos e conhecendo as operações desenvolvidas.

Ele está ainda mantendo contato com alguns segmentos da sociedade, ouvindo-os para poder redimensionar e otimizar o que já existe. “O que temos de imediato é a aplicação de uma operação de intensificação no centro da cidade onde vamos aplicar o pessoal do administrativo. Já pedimos ao comandante a possibilidade de nos enviar a aeronave para fazer operações aéreas na cidade em datas que sejam possíveis”, afirmou.

Ainda conforme o coronel, existe a necessidade de se trabalhar em cima da prevenção e para isso precisará da colaboração de todos os segmentos da sociedade. “Peço um tempo para que possamos ajustar a estratégia. Evidentemente não vamos revelar detalhes dela porque ainda preciso conversar com os segmentos da segurança pública. Quero lembrar a todos que Polícia Militar é uma peça da engrenagem, não somos todo o sistema. Precisamos atacar de forma integrada os principais problemas de segurança de Feira de Santana e região”, disse.

O comandante fez um estudo preliminar e viu que Feira de Santana tem a média de pouco mais de 1% de homicídios diários. Ele disse que trabalha com o pacto pela vida em que há um estudo comparativo diário. “Nós somos monitorados diariamente. Tive a sorte de receber das mãos do Coronel Nilton Paixão uma redução, no segundo semestre desse ano, de 29% na taxa de homicídios”, falou.

Ainda segundo o novo comandante, nas reuniões estratégicas que participa em Salvador com a cúpula da Segurança Pública para avaliar os índices criminais, Feira de Santana está com um farol verde. “Isso significa que a cidade vem cumprindo as metas, mas não podemos baixar a guarda. Estou fazendo um estudo da mancha criminal da cidade, onde há a maior incidência de homicídios. Não fazendo apenas a análise quantitativa, mas a qualitativa”.

Para isso, o comandante precisa contar com a Polícia Civil, com a Polícia Rodoviária Federal, com a Polícia Federal, com a Guarda Municipal e com todos os órgãos de segurança que possam ajudar a Polícia Militar nesse trabalho.

Tráfico de drogas

Sobre a ligação dos homicídios com tráfico de drogas, o Coronel Piton confirmou que ela existe. “Existem grupos que se rivalizam na venda de materiais entorpecentes e isso reflete nos homicídios, que é um tipo de crime muito difícil de se prevenir porque a vítima fica perambulando pelo ambiente em que está sendo ameaçada e muitas vezes é assassinada até dentro de casa”, lamentou.

O homicídio, na opinião do comandante, é um dos mais graves porque atinge a vida, que é o bem maior. “É triste ver jovens que, infelizmente, não tiveram oportunidades sendo assassinados. Não sou da tese do bandido bom é bandido morto, mas a nossa tropa é preparada, instruída e vai para cima. Vamos continuar combatendo para manter os índices dentro de um nível suportável”, explica.

Saúde mental do PM

O comandante disse que teve a alegria de encontrar o Centro de Valorização do Policial Militar (Cevap), que ajuda o policial com psicólogo e vários profissionais. “É uma equipe multidisciplinar e precisamos ampliar algumas necessidades logísticas desse centro", disse.

Coronel Piton destacou que o comandante geral da Polícia Militar, coronel Paulo Coutinho, tem recomendado que se cuide da saúde mental da tropa porque eles lidam diariamente com a violência e isso afeta a sua psique. “Dentro do meu plano de comando pretendo cuidar das dimensões do ser humano. Não só da saúde física, mas também da mental e espiritual para que consigamos trabalhar em paz e em condições", finalizou.

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