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Polícia Preso

Advogado que matou namorada em Salvador é transferido para prisão em sala do Batalhão de Choque da Polícia Militar

José Luiz de Britto Meira Júnior vai cumprir prisão preventiva em uma sala especial, após determinação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Ele é investigado por matar Kezia Stefany da Silva Ribeiro.

21/10/2021 15h11
Por: Karoliny Dias Fonte: G1 Bahia
 Foto: Camila Oliveira / TV Bahia
Foto: Camila Oliveira / TV Bahia

O advogado José Luiz de Britto Meira Júnior, investigado por matar a namorada Kezia Stefany da Silva Ribeiro, de 21 anos, foi transferido para o Batalhão de Choque da Polícia Militar, que fica em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, nesta quinta-feira (21).

O ofício de transferência foi publicado por volta das 10h desta quinta e as equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) buscaram o custodiado no Serviço de Polícia Interestadual (Polinter) para fazer a transferência.

José Luiz saiu da unidade de com o rosto coberto, roupas informais e chinelo. Ele foi escoltado por agentes da Polícia Civil, para cumprir prisão preventiva em uma sala especial na unidade. A determinação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) foi dada pelo juiz Paulo César Barbosa de Oliveira.

Polêmica

Por ser advogado, José Luiz tem direito de ficar custodiado em uma cela especial, denominada Sala de Estado-Maior. No entanto, a Bahia não dispõe desse tipo de locação. Com isso, a defesa do suspeito solicitou que ele fosse para a prisão domiciliar.

No entanto, a delegada Zaira Pimentel, que investiga o feminicídio, pediu à Justiça para manterJosé Luiz em prisão preventiva no Batalhão de Choque da PM. A solicitação da delegada se baseou no conceito de que Sala de Estado-Maior corresponde a um local com "condições adequadas de higiene e segurança", e não necessariamente uma cela.

No pedido, ela citou um relatório do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em que ele afirma que as Salas de Estado-Maior estão em "desuso" e passaram a ser "gradativamente suprimidas", ou seja, extintas.

Com isso, as Salas de Estado-Maior se estendem para espaços que tenham instalações consideradas adequadas, independentemente de existência de grades. No documento, a delegada afirmou ainda que o Batalhão atende a esse requisito e que, portanto, é possível o recolhimento de José Luiz lá.

A partir dessas informações, o TJ-BA determinou que a Polícia Militar detalhasse as condições da sala indicada, para verificar se ela atendia aos requisitos previstos na lei, o que foi feito nesta quarta. A PM encaminhou o ofício à Justiça com as informações e relatando a disponibilidade do local para custodiar José Luiz.

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