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Lesão na cabeça de Lula era um tipo de câncer; conheça

O carcinoma basocelular é um tipo de câncer que se origina nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme.

25/04/2026 08h39
Por: Karoliny Dias Fonte: g1
Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou dois procedimentos na manhã de ontem, 24, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Um deles foi a retirada de um carcinoma basocelular.

Segundo a médica do presidente, Ana Helena Germoglio, Lula estava em bom estado geral e de bom humor após os procedimentos. Na recuperação, ele deve usar curativo e proteger a área operada do sol com chapéu. A cicatrização completa deve levar cerca de um mês.

O carcinoma basocelular é um tipo de câncer que se origina nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme.

De acordo com a dermatologista Cristina Abdalla, que participou do atendimento ao presidente, trata-se do tipo de câncer de pele mais comum no mundo e está associado à exposição solar acumulada ao longo da vida. Apesar da alta incidência, o carcinoma costuma ter crescimento lento e raramente provoca metástase.

Sintomas e fatores de risco

Os sinais iniciais mais comuns incluem feridas na pele que não cicatrizam, carocinhos ou nódulos perolados (às vezes com pequenos vasos visíveis), manchas ou áreas rosadas de crescimento lento e feridas que sangram com facilidade ou formam crostas repetidamente.

Os locais mais comuns de aparecimento do carcinoma basocelular são as áreas expostas ao sol: rosto (nariz, pálpebras, orelhas), couro cabeludo calvo, pescoço, ombros e braços.

“O carcinoma basocelular geralmente se apresenta como uma lesão que aparece preferencialmente em região de cabeça e pescoço, comumente de crescimento lento, podendo ser uma pequena ferida que não cicatriza, ou então uma nodulação perolácea ou transparente. São lesões que sangram facilmente”, detalha a oncologista Carolina Cardoso, da Oncoclínicas, em comunicado.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico costuma ser feito por meio de um exame completo da pele, realizado por dermatologistas, com uso de dermatoscópio. Trata-se de um aparelho que permite visualizar estruturas não visíveis a olho nu e avaliar pintas e lesões suspeitas.

O principal método de tratamento é a cirurgia para a retirada do tumor, especialmente quando há crescimento progressivo ou dificuldade de cicatrização.

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