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Apesar do Brasil possui um razoável histórico em engenharia nuclear, ainda não detonou nenhum artefato. Mesmo assim, a necessidade de possuir um em algum momento no futuro tem sido discutida por diversos especialistas e políticos, o que é inevitável quando se considera a geopolítica mundial contemporânea.
Saímos da era romântica, vivida até poucos tempos atrás, quando o brasileiro dizia que lugar de se viver é no Brasil, onde não tem vulcões, terremotos e não tem guerras. Vulcão até o momento não surgiu nenhum; terremotos já ocorreu em diversas regiões do País e as guerras, com este novo momento após ameaças do governo Trump, estão batendo à nossa porta.
O que se pergunta é se a potencial capacidade nuclear seria uma melhoria para a segurança ou uma fragilização. É necessário ponderar a favor e contra a posse de armamento nuclear, visto que a análise da necessidade de possuir ativos militares deste tipo deve ocorrer em um ambiente internacional estável e ser orientada a objetivos secundários.
Entre as justificativas a favor da posse de armas nucleares estão a segurança do país, a dissuasão de agressões, a garantia da soberania nacional, a capacidade de resposta a países e potências com armas de destruição em massa, a independência tecnológica em relação a inovações militares e a presença de um cenário internacional em que a capacidade de dissuasão é um fator de alta relevância.
O Brasil, possuindo um armamento de alta tecnologia, poderia dar um incremento nas debilidades que as Forças Armadas Brasileiras possuem, colocando à disposição um plano que deveria ter sido elaborado há muito tempo. A dissuasão não é um projeto de guerra, mas sim um planejamento da paz, um planejamento que, por suas características, tende a diminuir os riscos da guerra.
A discussão em torno da necessidade do Brasil desenvolver armamento nuclear e os impactos de tal escolha para a segurança nacional suscita a avaliação de diferentes implicações. Dentre as mais relevantes, pode-se destacar a estabilidade da região, a continuidade da cooperação e do diálogo no cenário internacional, a manutenção da credibilidade e a capacidade de resposta a potenciais ameaças, assim como os principais elementos que poderiam enfraquecer o fenômeno dissuasório.
A análise da necessidade do Brasil possuir armamento nuclear deve ser apresentada em linguagem clara, direta e acessível, com foco em argumentos e evidências relevantes, evitando jargão técnico. A posse de armamento nuclear é analisada a partir de quatro perspectivas: os impactos na segurança nacional e na estabilidade da região, a compatibilidade com tratados internacionais e as implicações para a estrutura de defesa.
Os argumentos a favor e contra a posse de armamento nuclear são expostos e avaliam a plausibilidade de um desenvolvimento de armas nucleares em diferentes períodos, considerando o ciclo eleitoral. Apesar dos riscos à segurança, da incompatibilidade com a estrutura de dissuasão e dos custos envolvidos, o Brasil pode, em um cenário de segurança deteriorado, avaliar a criação de planos de contingência que permitam o desenvolvimento de armas nucleares em um horizonte de tempo reduzido, com supervisão multilateral, de modo a garantir a estabilidade global.
Por Alberto Peixoto
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