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Seduc esclarece suposto caso de exclusão em escola municipal e secretário Pablo Roberto detalha providências

Secretaria nega exclusão de aluno, detalha protocolos adotados e afirma que decisão de não participação partiu da família, enquanto reforça ações de inclusão na rede municipal.

25/04/2026 09h32
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News

Pablo Roberto - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana se pronunciou sobre um vídeo que circula nas redes sociais, no qual uma mãe afirma que seu filho, uma criança atípica, teria sido impedido de participar de um passeio escolar na Escola Municipal Professor Ildes Ferreira de Oliveira.

Segundo a pasta, uma apuração imediata foi realizada junto à gestão da unidade e constatou que as informações divulgadas “não correspondem à realidade dos fatos”. A Secretaria reforça que não houve qualquer ato de exclusão, negligência ou impedimento arbitrário por parte da escola.

Em um vídeo postado nas redes sociais, o secretário municipal de Educação e vice-prefeito Pablo Roberto afirmou que tomou conhecimento do caso pelas redes sociais e decidiu ir pessoalmente à escola para ouvir a direção e os professores.

De acordo com ele, a rede municipal tem adotado uma série de medidas para fortalecer o atendimento a alunos atípicos. “Estamos trabalhando muito para atender todas as crianças atípicas da melhor forma possível, seja com cuidador, com atendimento diferenciado, com ampliação da sala de recursos e também do Centro de Inclusão, garantindo um atendimento humanizado e digno”, destacou.

Professora Edlene - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Sobre o caso específico, a diretora da escola explicou que a escola havia comunicado previamente às famílias sobre o passeio, com envio de autorização desde o dia 15 de abril, além de reforços por meio de agenda e grupos de WhatsApp. Ela afirmou ainda que, conforme registros da unidade, o aluno citado não frequentava as aulas desde o dia 6 de abril, e que a responsável só compareceu à escola no dia 23, data da atividade.

A diretora da escola, professora Edlene, também ressaltou que, em casos envolvendo alunos neurodivergentes, a orientação é que haja acompanhamento familiar em atividades externas, como forma de evitar possíveis episódios de desregulação fora do ambiente habitual. Segundo ele, a escola convidou os responsáveis a participarem do passeio, mas a decisão de não seguir com a atividade partiu da própria mãe. “Em nenhum momento foi dito que a criança não poderia ir. Foi uma decisão dela não ir".

Pablo ainda criticou a exposição do caso nas redes sociais, classificando como “desnecessária” e prejudicial à imagem da criança e da rede de ensino. "Em momento algum a mãe foi proibida de deixar que o filho seguisse viagem, bastava a assinatura do termo de autorização porque os cuidadores, professores e coordenadores estavam presentes. A decisão de retornar para casa foi da família”, afirmou.

Ele reforçou que a Secretaria seguirá se posicionando sempre que necessário para esclarecer informações e garantiu a continuidade das ações voltadas à inclusão. “Não é justo com a rede que trabalha todos os dias para garantir a inclusão, mesmo diante de dificuldades. Vamos continuar fazendo tudo que estiver ao nosso alcance para atender os mais de 57 mil alunos da rede municipal”, concluiu.

Entre as providências adotadas, a Seduc informou que segue acompanhando o caso para assegurar a integridade do estudante e reforçar práticas de atendimento inclusivo, além de manter diálogo com a comunidade escolar e as famílias.

Confira a nota completa da Seduc:

"A Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana vem a público esclarecer informações que vêm sendo disseminadas nas redes sociais acerca de um suposto caso de exclusão envolvendo um aluno da Escola Municipal Professor Ildes Ferreira de Oliveira.

Após apuração imediata dos fatos junto à gestão escolar, constatou-se que as informações divulgadas no vídeo não correspondem à realidade.

Por questões de segurança e cuidado com os estudantes, especialmente aqueles com necessidades específicas, é prática adotada pela unidade, de forma responsável e preventiva, solicitar o acompanhamento de um responsável legal em atividades externas, sobretudo nos casos em que há possibilidade de desregulação fora do ambiente escolar.

Não houve, em nenhum momento, qualquer ato de exclusão, negligência ou impedimento arbitrário por parte da escola.

A direção da unidade ressalta, inclusive, que mantém uma relação de parceria com a família, prestando apoio contínuo em diversas demandas, inclusive de caráter pessoal, sempre visando o bem-estar e o desenvolvimento do estudante.

A Secretaria Municipal de Educação informa ainda que trabalha para preservar a integridade da criança e assegurar a continuidade de um atendimento responsável, inclusivo e humanizado.

Por fim, a Seduc reforça o compromisso da gestão com a inclusão, o respeito às individualidades e a garantia do direito à educação de todos os alunos, repudiando a disseminação de informações inverídicas que possam gerar desinformação e prejuízos à imagem da criança, das instituições e dos profissionais envolvidos."

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