O ex-candidato à prefeitura de Santa Bárbara, Gessé Estrela (PT), afirmou que acionou o Ministério Público da Bahia com três denúncias contra a gestão do prefeito Edfrâncio de Oliveira. As declarações foram feitas durante entrevista ao quadro Boca de Forno Regional, do Boca de Forno, na Sociedade News, neste domingo (19).
Segundo Gessé, que disputou as últimas eleições como único adversário direto do atual gestor, as representações apontam possíveis irregularidades envolvendo um pedido de empréstimo milionário, falhas no Portal da Transparência e a aprovação de um novo Código Tributário municipal.
A primeira denúncia trata de um projeto enviado à Câmara Municipal solicitando autorização para um empréstimo de R$ 18 milhões. De acordo com o ex-candidato, o pedido foi feito em regime de “urgência urgentíssima”, o que teria limitado o debate entre os vereadores. “Não há estudos técnicos, planilhas de custos, nem detalhamento sobre os juros ou o impacto financeiro para o município. É um valor alto para uma cidade onde grande parte da população vive em situação de vulnerabilidade”, criticou.
Ele afirmou ainda que, embora o projeto mencione a instalação de energia solar em prédios públicos como finalidade do recurso, faltam informações claras sobre viabilidade e retorno do investimento.
A segunda representação apresentada ao Ministério Público questiona a falta de informações no Portal da Transparência da prefeitura. Jessé alega que não há dados detalhados sobre diárias, viagens e despesas do gestor municipal. “O prefeito tem feito viagens, inclusive para fora do país, alegando buscar investimentos, mas não há registros claros sobre custos, objetivos ou resultados dessas agendas”, disse.
Ele também apontou ausência de documentos completos sobre licitações e convênios, o que, segundo ele, dificulta a fiscalização por parte da população.
A terceira denúncia envolve a aprovação de um novo Código Tributário Municipal, com mais de 300 páginas, também votado em regime de urgência. Jessé afirma que a medida surpreendeu a população e impactou diretamente os contribuintes.
Entre os pontos criticados está a criação da taxa de iluminação pública, que, segundo ele, nunca havia sido aprovada anteriormente no município. “Há relatos de contas com aumentos significativos, chegando a R$ 500 ou R$ 600 a mais”, afirmou.
Durante a entrevista, Gessé também questionou promessas feitas pela gestão, como a implantação de um polo industrial. Segundo ele, o projeto foi utilizado como justificativa para o cancelamento dos festejos juninos em 2025, mas até o momento não saiu do papel. “O que vimos foram viagens e anúncios, mas nenhuma empresa instalada de fato”, disse.
Outra crítica foi direcionada à reforma do mercado municipal, anunciada com prazo de seis meses, mas que ainda não foi concluída. Comerciantes, segundo ele, enfrentam dificuldades após serem deslocados para outros espaços sem o devido suporte.
Gessé informou ainda que o Ministério Público já recebeu as denúncias e deve analisar o material apresentado. “Agora cabe ao órgão investigar e verificar se houve irregularidades nos processos”, declarou.
Apesar das críticas, o ex-candidato afirmou respeitar o resultado das eleições, mas reforçou que continuará atuando na fiscalização da gestão. “Quando o povo começa a cobrar, não podemos nos omitir”, concluiu.
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