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Saúde Vacina da dengue

Saúde não tem prazo para concluir investigação da vacina do Butantan

Suspensão temporária da vacina de dengue ocorreu após o registro de 42 reações graves.

09/06/2026 07h40 Atualizada há 6 dias atrás
Por: Karoliny Dias Fonte: A Tarde
Medida foi adotada de forma preventiva - Foto: Governo de SP
Medida foi adotada de forma preventiva - Foto: Governo de SP

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira, 8, que ainda não há prazo para a conclusão da investigação sobre a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, que teve sua aplicação suspensa temporariamente em todo o país.

A medida foi adotada de forma preventiva após o registro de eventos adversos graves em pessoas vacinadas. Segundo a pasta, o processo seguirá os protocolos de segurança e farmacovigilância do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI), 501.044 doses foram aplicadas entre janeiro e 30 de maio deste ano. Desse total, 417.432 foram destinadas a profissionais da atenção primária à saúde e 83.612 aplicadas em campanhas ampliadas realizadas em Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e na região de Araguaína (TO).

Casos registrados

O sistema de monitoramento identificou 3.703 notificações de sintomas semelhantes aos da dengue após a vacinação, o equivalente a 0,7% dos imunizados. Entre esses casos, 42 apresentaram sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.

Três casos considerados graves estão sob investigação aprofundada. Dois pacientes morreram após desenvolver quadros compatíveis com dengue grave, enquanto uma terceira paciente precisou ser internada em UTI, mas recebeu alta posteriormente.

Investigações

O Ministério da Saúde destaca que ainda não há comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina. As investigações analisam fatores como histórico clínico, doenças preexistentes, possíveis causas alternativas e eventuais falhas no processo de imunização.

A suspensão não afeta a vacina contra a dengue atualmente oferecida pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, atingindo apenas o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.

Segundo a pasta, a interrupção temporária permitirá estudos adicionais sobre a segurança da vacina em diferentes grupos populacionais. As doses permanecerão armazenadas enquanto as análises continuam.

O ministério reforça que quem já recebeu a vacina continua protegido contra os quatro sorotipos da dengue. A orientação é que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem atendimento médico caso apresentem sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos ou piora do estado geral.

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