O governo federal espera anunciar a partir desta semana um conjunto de medidas econômicas para minimizar o impacto da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros já oficializada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano de contingência já está pronto, mas vem sendo ajustado desde a divulgação, na última quarta-feira (30/7), da lista de setores isentos da taxação, que excluiu cerca de 700 produtos.
Para especialistas ouvidos pelo Correio, iniciativas emergenciais como a liberação de crédito serão necessárias em um primeiro momento para preservar empresas e empregos, mas a gestão federal deve continuar com os esforços de negociação e abertura de mercados alternativos.
Segundo interlocutores a par das discussões no Planalto, ainda não há uma definição se as medidas serão anunciadas em pacote de forma separada para cada setor. A partir de ontem, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, fará uma nova rodada de conversas com os exportadores mais afetados para finalizar o auxílio.
Cerca de 35,9% da exportação aos Estados Unidos será afetada pela tarifa de 50%. Usando como base os valores de 2024, esse montante representa US$ 14,5 bilhões na balança comercial. Para alguns setores, essa tarifa, que se soma às alíquotas atuais, inviabiliza a exportação.
Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que a taxa para carne bovina pode chegar a 76%, o que impossibilita a venda. Já a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) estima impacto em 20% das exportações, com prejuízo estimado de até US$ 2 bilhões.
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