A extinção das lagoas de Feira de Santana é um tema de relevante importância e que merece nossa atenção, visto que esses corpos hídricos representam não apenas um ponto de beleza natural, mas também um componente essencial para o equilíbrio ecológico da região. Lamentavelmente a Secretaria do Meio Ambiente do Município não compartilha desse ponto de vista. O avanço urbano e a pressão sobre os recursos naturais têm levado à degradação e até ao desaparecimento desses espelhos d`água, o que traz consequências significativas para a cidade e seus habitantes.
As lagoas de Feira de Santana desempenham um papel vital no ecossistema local, não apenas como fonte de água, mas também como habitat para diversas espécies de flora e fauna. Elas servem como áreas de alimentação e reprodução para aves e outros animais, além de agirem como reguladoras do microclima da região. A importância dessas lagoas se estende ao uso recreativo e cultural que proporcionam para a comunidade, promovendo a conexão das pessoas com a natureza e contribuindo para o bem-estar social.
Estes espelhos d’água têm um papel essencial na regulação do clima local, ajudando a moderar temperaturas e a umidade do ar. Elas funcionam como esponjas naturais, absorvendo água durante períodos de chuva e liberando lentamente essa umidade durante as secas, o que é vital para a agricultura e a vegetação circundante.
A extinção das lagoas em Feira de Santana é resultado de uma combinação de fatores, sendo os mais impactantes a urbanização desordenada, o desmatamento e a poluição. Esses elementos têm afetado drasticamente o ecossistema das lagoas, levando a uma degradação que compromete a biodiversidade e a qualidade da água.
O crescimento urbano, sem planejamento adequado, tem ocupado as áreas que antes eram reservadas às lagoas, enquanto práticas agrícolas intensivas e o descarte inadequado de resíduos têm poluído essas fontes hídricas essenciais. Essa realidade tira o equilíbrio ecológico da região e prejudica tanto a fauna quanto a flora local, tornando urgente a busca por soluções eficazes.
A urbanização desordenada em Feira de Santana é um dos principais vilões na extinção destes corpos hídricos. Com o aumento populacional e a busca por desenvolvimento econômico, áreas que antes eram habitats naturais e reservatórios de água foram transformadas em terrenos urbanos. Acrescente a isto a falta de planejamento, que resulta em construções que invadem as margens das lagoas, levando à diminuição de seu espaço e, consequentemente, à alteração do ciclo hídrico local.
A Lagoa Subaé, por sua vez, tem sofrido com problemas semelhantes, mas sua situação é ainda mais crítica devido à intensa contaminação causada por resíduos industriais e o excesso de agrotóxicos que chegam até suas águas. Ela é vital para o equilíbrio ambiental da região, mas enfrenta um constante nível de degradação que afeta diretamente a fauna e a flora. As comunidades ribeirinhas que dependem da Lagoa Subaé para sua subsistência estão cada vez mais vulneráveis, necessitando de ações urgentes para mitigar os impactos da poluição e do assoreamento.
A extinção das lagoas de Feira de Santana é um problema sério que afeta não só a biodiversidade local, mas também a qualidade de vida da população. Para reverter esse quadro é fundamental que haja um compromisso efetivo entre poder público, organizações não governamentais e a comunidade.
Por Alberto Peixoto
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