A vereadora eleita pela cidade de Santo Amaro da Purificação, Juliana Conceição, já abordou que sofreu perseguição política em seu grupo político chegando até mesmo a temer pela vida dos seus entes queridos. Após ter pensado em desistir, ela é a primeira mulher na cidade que tem uma votação tão expressiva e extensa na cidade. Entrevistada do programa Rádio Total, das Rádios Paraguassu FM e Santo Amaro FM, nesta terça-feira (15), Juliana falou sobre se pretende ou não apoiar o prefeito eleito da cidade, Flaviano Bomfim, do grupo oposto ao seu.
Segundo Juliana, na semana passada, já na segunda-feira após a eleição, ela recebeu a ligação do prefeito eleito. “Não tinha o número dele e até me surpreendi. Achei que foi nobre da parte dele ligar para me parabenizar e que tinha o desejo de que eu fizesse parte da bancada dele. Já tive divergências políticas com Flaviano, mas essas divergências não chegam a um terço do que vivi com o meu próprio grupo”.
Ela ressaltou que não foi eleita para pensar em seu projeto pessoal, mas no projeto de toda a Santo Amaro e não tem porque de não fazer parte do governo do prefeito eleito. “Segui até o fim de Leozinho. Ninguém vai me chamar de traíra e Judas. Alessandra me disse que se eu fosse convidada, eu fosse fazer parte porque o meu compromisso é com Santo Amaro. Ser oposição por oposição, só para poder manter o nome de qualquer um na política não existe. Temos que pensar é no povo”.
Ela garantiu que se Flaviano estiver “na linha”, ela estará com ele. “E se ele não estiver, estou aqui para falar também. Essa é a realidade. Precisamos acabar com a política do ódio que está acontecendo em Santo Amaro de que as pessoas não se falam entre si por causa de lado político. Somos pessoas amadurecidas e precisamos dar continuidade no trabalho de Alessandra”.
Juliana teve que ir diversas vezes ao Ministério Público para se explicar e praticamente não teve palanque político para falar sobre suas propostas. Ela explica como conseguiu, mesmo passando por tudo isso, se eleger vereadora. “Eu tive que me apegar a Deus. Levei um tempo em oração para ter forças. Depois me cerquei de pessoas que gostavam de mim e não eram amigos do poder, mas meus. Eles conheciam toda a minha história dentro do grupo político que eu ainda faço parte. Finalizo minha participação no dia 31 de dezembro”.
A vereadora eleita ressaltou ainda que o mal não se combate com o mal, mas com o bem. “Tinha uma secretária que eu sei que ela era a mentora de tudo, mas graças a Deus ela já está com a malinha arrumada para sair de Santo Amaro porque a cidade não merece uma pessoa perversa como ela. Vi tudo que estava acontecendo e foquei no que realmente era o importante, que era o meu objetivo de ser eleita”.
Foi difícil, mas ela agrade ao apoio da sua família em todos os momentos. “Foram essas pessoas que foram meu alicerce. Meu grupo tinha quase 300 pessoas e eles se mantiveram comigo. E não foram funcionários da Prefeitura porque a ordem era a de não votar em mim. Em momento algum me apeguei a amizade que tinha com Alessandra para fazer com que ela fizesse o mesmo. A maioria dos votos que tive foi da população. Foi sucesso total depois de tudo”, finaliza.
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