Semana passada o jornalista Luis Megale, em seu programa matinal na BandNews FM, comentou o seguinte: “...chamar alguém de ‘estadunidense’ equivale a você chamar o brasileiro de ‘republicofederasense’”. Ele estava se referindo ao fato de algumas pessoas usarem o gentílico “estadunidense” para se referir àqueles nascidos nos Estados Unidos. E então? Pode falar “estadunidense”?
Resposta rápida: pode.
Vou explicar a confusão. Naquele dia ele estava comentando sobre algumas pessoas usarem o gentílico “estadunidense” para se referir a quem nasce nos Estados Unidos e explicou que, apesar de também estar correto, o mais comum é usar “americano”. De fato, é o mais comum, porém eu tenho uma visão diferente sobre qual termo usar.
O termo “americano” é ambíguo, pois pode se referir tanto aos originários dos Estados Unidos como também a qualquer um que tenha nascido nas Américas. Claro que o contexto, como o próprio Luis Megale mencionou, é capaz de tirar essa ambiguidade, mas mesmo assim, eu sou favorável ao uso do gentílico “estadunidense”. Vou usar uma lógica parecida com a que ele usou quando disse que este gentílico seria equivalente a nos chamar de republicofederalenses.
O nome oficial do nosso país é República Federativa do Brasil, que todos chamam apenas de Brasil e o gentílico é “brasileiro”. Pegando outros países como exemplo: a República Popular da China, nome oficial, é chamado apenas de China e seu gentílico é “chinês”. O Reinho de Espanha, comumente conhecido como Espanha, tem o gentílico “espanhol”. Podemos seguir esta lista com inúmeros países, mas vamos direto aos nossos amigos do norte, os Estados Unidos da América, comumente chamado de Estados Unidos, tem o gentílico “americano”?
Ué! Pela lógica o gentílico mais correto seria o “estadunidense”. Repare que no caso dos EUA o “América”, presente no nome oficial, sai quando estamos falando o nome comum “Estados Unidos” e é este nome comum que usamos para fazer o gentílico em praticamente todos os países (só os EUA que não). Inclusive, o gentílico “estadunidense” é aceito como correto pelo Senado Brasileiro [1] e uma forma semelhante é utilizada em outros idiomas, como o espanhol [2]. Então perceba que em outros idiomas, o equivalente ao “estadunidense” é o mais comum.
Enfim, a língua é viva. Hoje o mais comum é o “americano”, futuramente pode ser o “estadunidense” (e as pessoas ainda podem comentar “nossa, antigamente chamavam de americano”). Não dá para saber como será o futuro da língua.
De qualquer forma, continuarei usando o gentílico “estadunidense” em meu protesto pessoal contra a apropriação de um termo que vale para todo o continente.
João Paulo Just Peixoto
[2] https://www.bbc.com/portuguese/salasocial-62245257
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