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Saúde Saúde

"Nós não fomos ensinados a comer direito", diz nutricionista sobre obesidade

Especialista ressalta que não existe paciente com obesidade sendo saudável.

12/03/2024 08h51
Por: Karoliny Dias Fonte: SECOM / FSA
Foto: Reprodução / Unimed Campinas
Foto: Reprodução / Unimed Campinas

"A obesidade é uma doença, tem um CID para isso, que é a classificação de problemas relacionados à saúde" destacou a nutricionista Kênia Mesquita, durante o evento de combate ao distúrbio, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nesse domingo (10), no Parque Erivaldo Cerqueira, popularmente conhecido como Parque da Lagoa.

Mesquita relata que apesar de termos mais acesso à informação, a cada dia aumenta o número de pessoas com obesidade. “Nós não fomos ensinados a comer direito. Eu fui aprender na faculdade de nutrição. Temos o costume de comer carboidratos em excesso. Não é errado consumir carboidratos, mas a gente come pão, bolo e biscoito em uma refeição só, ao invés de escolher uma fruta, o pão e um ovo”, explicou.

A especialista ressalta que não existe paciente com obesidade sendo saudável, por mais que os exames pareçam normais. “Um paciente obeso é inflamado, tem dificuldade de subir e descer uma escada, é um paciente que corre risco de doenças crônicas não transmissíveis como o diabetes, a hipertensão”, frisou Kênia.

Sofrendo com a obesidade, a auxiliar de classe, Adriana Santos, compareceu ao evento a fim de aproveitar a consulta nutricional. “A minha saúde não vai bem. Eu tô acima do peso e eu quero meu bem estar. A atividade física ajuda bastante. O atendimento foi maravilhoso. Vou mudar a minha alimentação. A minha rotina é muito agitada e acabo optando por industrializados, mas quero incluir frutas e verduras”, enfatizou.

Segundo a enfermeira referência técnica de obesidade da SMS, Vanessa Freitas, o objetivo da ação foi reunir uma equipe multidisciplinar com nutricionistas, auriculoterapia, aferição de pressão e glicemia e práticas corporais para estimular o desenvolvimento de hábitos saudáveis.

“O acompanhamento para pessoas com obesidade é feito através dos atendimentos disponibilizados na própria unidade de saúde do bairro. Há também a busca ativa, por meio dos agentes comunitários de saúde, quando identifica algum paciente com esse perfil. A equipe da atenção básica atende, acompanha e faz os encaminhamentos dentro da rede municipal, caso seja necessário”, informou a referência.

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