Perícia do DPT (Departamento de Polícia Técnica) aponta que o tiro que matou a indígena pataxó–hã-hã-hãe Maria de Fátima Muniz foi disparado pela arma de um filho de fazendeiros. Nega Pataxó, como era conhecida, foi assassinada a tiros na tarde de domingo (22) após ruralistas de um grupo autointitulado “Invasão Zero” tentarem expulsar indígenas que ocupavam uma fazenda no município de Potiraguá, no extremo sul da Bahia.
O acusado, de 19 anos, é um dos dois presos após o conflito. O segundo é um policial militar da reserva, de 60 anos, de acordo com a Polícia Civil.
Nega Pataxó chegou a ser socorrida para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
O cacique Nailton Pataxó, irmão dela, também foi baleado e encaminhado para cirurgia. Ele não corre risco de morte.
Nesta terça-feira (23), o presidente Lula (PT) prometeu uma resposta federal ao conflito no estado. “Quero colocar o governo federal à disposição do Jerônimo (Rodrigues, governador da Bahia) e dos povos indígenas para encontrar uma solução de forma pacífica”, disse em entrevista à Rádio Metrópole.
Ao site, o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, afirmou que o reforço do policiamento ostensivo e a criação da Companhia de Mediação de Conflitos Agrários e Urbanos (Cimcau) estão entre as ações de um plano de enfrentamento à escalada da violência no campo em território baiano.
O MPF (Ministério Público Federal) e Defensorias Públicas da União e da Bahia afirmam que assassinatos de indígenas na região têm ligação com milícia armada que atua no estado.
Investigações apontam que o grupo conta com a participação de PMs. As apurações começaram após a implantação de um gabinete de crise instalado pelo Ministério dos Povos Indígenas para investigar o assassinato de três jovens indígenas no sul da Bahia, entre setembro de 2022 e janeiro de 2023.
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