Sem acompanhamento das verbas oriundas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), Feira de Santana começa a perder recursos destinados à Educação. A primeira perda é do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar, utilizado para custear o transporte de estudantes que residem na zona rural.
Esses prejuízos são decorrentes do impasse causado pela Câmara de Vereadores que não votou o projeto de lei atualizando a formação dos conselhos de acompanhamento do novo Fundeb, conforme orienta a lei federal de nº 14.113, de 2020. De acordo com a legislação, todo município deve dispor de um colegiado responsável pelo controle social e fiscalização do uso dos recursos.
“Sem o conselho do Fundeb, uma obrigatoriedade constitucional para todos os municípios, começamos a sofrer prejuízos que vão impactar diretamente na esfera educacional: a primeira delas é a perda dos recursos para o transporte”, destaca a secretária de Educação, professora Anaci Paim, observando que “há também outros prejuízos graves”.
A secretária alerta que o município deixará de receber recursos destinados à construção de novas escolas e projetos. “Temos em curso uma série de iniciativas que integram o Programa de Ação Articulada, o PAR, visando à construção de dez novas unidades de ensino, a aquisição de ônibus escolares e também de recursos para as nossas escolas, entre os quais, materiais pedagógicos, esportivos e destinados à educação infantil. Todos estão ameaçados, caso a posição da Câmara não seja revista com urgência”, ressalta.
Outra consequência desastrosa é que Feira de Santana está impossibilitada de celebrar novos convênios que resultem em investimentos na área educacional, além de impedida de prestar contas dos recursos federais oriundos do Fundeb, tornando-se inadimplente.
Esta situação não será resolvida enquanto a lei não for aprovada e isso acarreta um prejuízo sem precedentes para Feira de Santana, reclama a professora Karina Macedo, presidente do Conselho Municipal de Educação.
“É um prejuízo incalculável para o desenvolvimento do município. Além dos danos para a escola pública e para os estudantes. O Conselho do Fundeb garante também legitimidade ao município para fazer o acompanhamento e controle da aplicação dos recursos e permite a realização de demandas importantes como o Censo escolar”, acrescenta a professora.
Entenda o impasse
O objetivo do projeto encaminhado à Câmara de Vereadores em 2021 é adequar a legislação municipal à nova legislação federal, em vigor no país desde 1º de janeiro daquele ano. A mudança na lei simplesmente atualiza os conselhos municipais de acompanhamento e controle do Fundeb que sempre existiram. Em especial, a nova lei cria o Conselho de Acompanhamento e Controle Social de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, responsável pelo controle e aplicação dos recursos financeiros.
Em Feira de Santana, no ano de 2020, por exemplo, 92% dos recursos oriundos do Fundeb foram utilizados para pagamento de pessoal e o restante empregado em manutenção de escolas e custeio de materiais diversos para as unidades de ensino.
Educação Cerca de 70% dos inscritos fizeram as duas etapas do Enem 2025
Antecipação Estado antecipa pagamento do 13º e da folha de novembro para servidores da Educação
Educação Estudantes da Rede Municipal são premiados pelo projeto MPT na Escola 2025
Decisão STF define que recreio pode contar como jornada de trabalho de professores
Enem 2025 Gabarito oficial do 1º domingo de Enem será divulgado nesta quinta
Educação Enem 2025: primeiro dia de prova tem abstenção de 27% 
Mín. 22° Máx. 36°
Mín. 22° Máx. 39°
Chuvas esparsasMín. 22° Máx. 37°
Chuvas esparsas



