Isabel de Jesus, engenheira agronômica, falou sobre a contradição que o país vive no momento que é o de produzir muito alimento, mas ainda haver muitas pessoas passando fome. Segundo a engenheira, a produção de alimentos do agronegócio brasileiro geralmente é exportada, produzindo muita fome no país. “A produção é vendida em dólar e o dólar está altíssimo. O agronegócio produz commodities, mas commodities não é alimento”, afirmou.
Falando sobre a soja, Isabel explica que geralmente ela serve para alimentar os animais de outros países. “Eles não querem produzir soja porque precisa de um pacote tecnológico para isso. A transgenia não é liberada em alguns países e aqui no Brasil é. Exportamos ração e bicombustível para os outros países. Não são alimentos de nossa relação do dia a dia”.
A engenheira ainda fez duras críticas ao agronegócio brasileiro. “O agro é fome, o agro mata, o agro é agrotóxico, é desemprego, é sangue de povos indígenas e quilombolas. Só beneficia os grandes empresários. Quem gera ocupação no campo é a agricultura familiar e as pessoas que moram no campo estão envelhecendo”, disse. Sobre agrotóxicos, Isabel disse que esse é um ciclo vicioso. “É preciso ter cuidado com os agrotóxicos para que as pessoas não comam alimento contaminado. A produção em larga escala traz isso”.
Ainda conforme Isabel, na questão agrária, o agronegócio expropria quem mora no campo (o agricultor familiar e camponês), se apropria daquela propriedade de terra utilizando diversos meios, até mesmo ilegais. Nesse paralelo, ele não consegue gerar ocupação, renda e alimento. “Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no senso agropecuário de 2017, diz que nos alimentamos do que os pequenos agricultores produzem, não do agronegócio”, explica.
Para a engenheira, o governo brasileiro deveria colocar o preço mínimo e controlar o estoque de alimentos do país. “Isso para equilibrar o preço e garantir a cesta básica para quem precisa”. Para ela, é preciso que o país decida do que quer se alimentar e discutir mais a agricultura sustentável. “Precisamos saber qual a agricultura que trará a vida. É a agroecologia que é ciência, o movimento e a prática que dialoga com os saberes locais e possibilita o fortalecimento das feiras. É nela que valorizamos o que é nosso”, finalizou.
Com informações do repórter Reginaldo Lima
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