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Saúde Hospital Municipal

Novo Hospital Municipal de Feira de Santana terá 110 leitos e investimento de até R$ 170 milhões

Unidade será construída no bairro São João, terá dez leitos de UTI, atendimento clínico e cirúrgico, setor de saúde mental e um amplo parque de bioimagem; prazo previsto para conclusão é de 20 meses.

17/08/2026 11h15
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News

Foto: Boca de Forno News

A Prefeitura de Feira de Santana assinou, nesta segunda-feira (17), o contrato para a construção do novo Hospital Municipal de Feira de Santana. O ato, realizado na Rua Professor Fernando São Paulo, no bairro São João, marca oficialmente uma nova etapa para a saúde pública do município e dá início ao processo de construção de uma unidade que terá capacidade para 110 leitos, sendo dez de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O projeto, segundo o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, foi planejado e estudado durante aproximadamente um ano e dois meses, envolvendo aspectos arquitetônicos, de engenharia e financeiros. Para o gestor, a assinatura representa a concretização de um projeto pensado para ampliar e qualificar o atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município.

“É algo que só nos resta agradecer a todos que trabalharam para que esse momento acontecesse, a Deus e à certeza de que, em breve, nós estaremos aqui participando de uma linda solenidade de inauguração desse hospital”, afirmou José Ronaldo.

O prefeito destacou que o novo equipamento terá 110 leitos, incluindo dez leitos de UTI e leitos destinados à área de saúde mental. Segundo ele, a estrutura foi planejada seguindo as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pelos conselhos de saúde nas esferas municipal, estadual e federal.

José Ronaldo - Foto: Boca de Forno News

A unidade contará com uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, entre outros profissionais. Todo o atendimento será realizado pelo SUS, sem cobrança aos pacientes.

José Ronaldo classificou o empreendimento como um equipamento de excelência e ressaltou que Feira de Santana já conta com o Hospital da Mulher, especializado no atendimento à saúde feminina. O novo hospital terá perfil geral, com atendimento clínico e cirúrgico, incluindo procedimentos de ortopedia. “É algo realmente grande, algo grandioso, que vai, pode acreditar, encantar a cidade. E essa cidade vai receber de braços abertos”, declarou.

Homenagem a Gislene Pimentel

Durante a assinatura, José Ronaldo também explicou a escolha do nome do novo hospital. A unidade será uma homenagem a Dona Gislene Pimentel, integrante de uma família que, segundo o prefeito, doou a área onde o equipamento será construído.

O gestor afirmou que já pensava na homenagem há algum tempo, considerando os serviços sociais prestados por Gislene Pimentel à sociedade feirense, especialmente às pessoas mais humildes. “Essa senhora prestou muitos serviços à sociedade de Feira de Santana, trabalhos sociais, e aqui nesse espaço essa área de terra foi a família dela que nos doou. Foi a família dela que nos deu esse documento, a escritura devidamente registrada, para que a gente pudesse aqui fazer algo nesse espaço”, explicou.

Para o prefeito, dar o nome de Gislene Pimentel ao hospital representa uma forma de reconhecer a contribuição dela para a população mais carente do município.

Segundo Hospital Municipal

José Ronaldo também fez questão de destacar o histórico da saúde pública de Feira de Santana e lembrou que o município possui uma trajetória anterior à criação de alguns equipamentos estaduais. Segundo ele, o Hospital da Mulher foi construído em Feira de Santana antes do Hospital Geral Clériston Andrade. O prefeito atribuiu a construção do Clériston Andrade ao então governador Antônio Carlos Magalhães, fazendo uma referência histórica ao desenvolvimento da estrutura hospitalar da cidade.

Para José Ronaldo, a construção do novo Hospital Municipal representa uma demonstração de ousadia, coragem, determinação e confiança no futuro. “O que nós estamos fazendo agora é o segundo Hospital Municipal. É ousadia, é coragem, é determinação, é força de vontade e acreditar no futuro, que é o que a gente sempre fez como homem público”, afirmou.

O prefeito informou que o investimento previsto para a obra e a aquisição dos equipamentos deverá ficar entre R$ 160 milhões e R$ 170 milhões. O valor inclui tanto a construção da estrutura física quanto os equipamentos necessários para o funcionamento da unidade, entre eles aparelhos de raio-X e demais equipamentos hospitalares.

Foto: Boca de Forno News

José Ronaldo ressaltou ainda que a execução do projeto envolve diferentes setores da administração municipal, citando as secretarias de Planejamento, Saúde e Administração, além da Procuradoria do Município. Segundo ele, o trabalho foi realizado de forma integrada, envolvendo as equipes responsáveis pelas diferentes áreas da gestão.

“Isso é uma equipe, não é uma pessoa só. Tem pessoas que trabalham com eles, com Rodrigo Matos, com Guga Leal. Então isso é uma equipe que tem trabalhado, que tem avançado, é uma equipe que está indo adiante”, destacou.

O prefeito também afirmou que tem acompanhado pessoalmente o andamento das obras do município, realizando visitas aos sábados, e disse que outras novidades deverão ser anunciadas nos próximos dias. “Graças ao bom Deus, tudo aquilo que eu assumi de compromisso com o povo nós estamos cumprindo”, declarou.

A previsão apresentada pelo prefeito é de que a construção seja concluída em 20 meses. José Ronaldo demonstrou confiança no cumprimento do cronograma, principalmente pela experiência do consórcio vencedor da licitação pública. De acordo com o prefeito, o grupo reúne empresas que já participaram da construção de hospitais na Bahia e também atuam na gestão de unidades hospitalares no estado.

Entre os empreendimentos citados por ele estão o anexo do Hospital Geral Clériston Andrade e o Hospital de Alagoinhas, além de outros hospitais construídos em municípios baianos. “É um consórcio grandioso, técnico, que tem conhecimento para poder nos dar tranquilidade e que vai, sem dúvida, fazer uma grande obra aqui em Feira de Santana também”, afirmou.

Secretário de Saúde

O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, também destacou a dimensão do novo equipamento e afirmou que a gestão municipal buscou iniciar o projeto com o máximo de etapas possíveis já avançadas, sem abrir mão da segurança e da responsabilidade. “Você vê que a gestão tem pressa, mas com segurança, com responsabilidade”, afirmou.

Segundo Rodrigo Matos, além dos dez leitos de terapia intensiva, o hospital terá 20 leitos destinados à saúde mental. Para o secretário, a inclusão desses leitos representa uma mudança importante na forma de atendimento e reforça a necessidade de garantir que os pacientes sejam tratados com dignidade dentro da estrutura hospitalar geral.

Rodrigo Matos - Foto: Boca de Forno News

A unidade também terá 40 leitos de retaguarda clínica. O objetivo é receber pacientes que estejam em unidades como as UPAs de Mangabeira e Humildes e na Policlínica do Parque, quando houver necessidade de internação e dificuldade para encontrar leitos de retaguarda.

Além disso, o hospital contará com leitos cirúrgicos para a realização de procedimentos gerais, como cirurgias de hérnia e vesícula, além de procedimentos ortopédicos envolvendo regiões como ombro, joelho e pé.

Parque de bioimagem

Outro destaque apresentado pelo secretário Rodrigo Matos é a estrutura de diagnóstico por imagem que será instalada no novo hospital. O equipamento contará com ressonância magnética, tomografia, ecocardiograma e ultrassom, formando um parque de bioimagem que, segundo o secretário, não ficará restrito aos pacientes internados na unidade.

A estrutura também poderá atender pessoas encaminhadas pela regulação municipal que necessitem desses exames. “É um parque de bioimagem que vai servir tanto às pessoas que estão no hospital, mas também às pessoas que precisam vir pela regulação municipal”, explicou.

Para Rodrigo Matos, a construção do hospital representa a incorporação de um grande equipamento à rede municipal de saúde, que, segundo ele, já é ampla e robusta. “É um grande equipamento de saúde que se entrega na rede, que já é grande, já é robusta e que, com muita fé em Deus, daqui a dois anos vai estar servindo ao povo de Feira de Santana”, afirmou.

Rodrigo Matos também falou sobre o significado pessoal de participar da implantação do novo hospital. Para ele, a importância da obra ultrapassa a construção física do equipamento e está diretamente relacionada ao impacto que a ampliação da oferta de leitos poderá causar na vida dos pacientes e de seus familiares.

O secretário lembrou especialmente da situação de pessoas que aguardam por um leito hospitalar ou de UTI e ressaltou que, nesses momentos, não apenas o paciente, mas toda a família vive um período de angústia. “Nós sabemos que não é a parede, é um impacto na vida das pessoas. Você sabe que uma pessoa que está esperando por um leito hospitalar de UTI, o coração dela fica apertado, mas, para além do coração dela, fica o coração dos familiares”, disse.

Segundo Rodrigo, a construção do hospital representa a apresentação de uma solução concreta para ampliar a capacidade de atendimento da saúde pública de Feira de Santana. “Quando apontamos soluções concretas como esta, que é a construção de um hospital municipal, ficamos felizes e emocionados de trabalhar e contribuir efetivamente para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, afirmou.

Para o secretário, o projeto também está relacionado à esperança da população. “Mexemos com uma coisa que é muito importante: a esperança. Não adianta vida se não tem esperança. Então, estamos trabalhando para que as pessoas possam ter esperança no país, no estado, no município e no novo equipamento”, concluiu.

 

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