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Saúde Neuromodulação

Neuromodulação ganha espaço no tratamento da dor crônica e do estresse

Técnica surge como alternativa para quadros como enxaqueca, ansiedade e depressão

22/04/2026 17h30
Por: Mayara Nayllanne
Foto: Ilustrativa/Getty Images
Foto: Ilustrativa/Getty Images

A neuromodulação periférica tem avançado como uma alternativa no tratamento de condições como dor crônica, enxaqueca, ansiedade e depressão, problemas frequentemente associados ao estresse e a desequilíbrios no sistema nervoso. A técnica utiliza estímulos elétricos de baixa intensidade aplicados em nervos periféricos para modificar a forma como o corpo processa a dor.

O método passa a ser oferecido pela Clínica Neuro Integrada, que também ampliou sua estrutura e agora funciona em um novo espaço no Pituba Parque Center, em Salvador.

Durante as sessões, eletrodos ou agulhas finas são posicionados em pontos específicos do corpo, emitindo estímulos leves, geralmente bem tolerados pelos pacientes. A proposta é atuar diretamente na comunicação do sistema nervoso, reduzindo a transmissão dos sinais dolorosos, estimulando a liberação de substâncias analgésicas naturais e diminuindo a sensibilidade comum em quadros crônicos.

Atuação no sistema nervoso

Um dos principais focos da técnica é a estimulação do nervo vago, ligado ao sistema nervoso parassimpático, responsável por funções de relaxamento e recuperação do organismo. Essa atuação pode ajudar a reduzir o estado de alerta constante, típico de pessoas submetidas a níveis elevados de estresse.

De acordo com o diretor médico da clínica, Italo Almeida, a abordagem representa uma mudança na forma de entender essas condições.

“Hoje sabemos que a dor crônica não está relacionada apenas a uma lesão física, mas também à forma como o sistema nervoso interpreta esses sinais. A neuromodulação permite atuar diretamente nesse processo, favorecendo o reequilíbrio do organismo e contribuindo para uma melhora mais ampla da condição de saúde do paciente”, afirma.

O tratamento é realizado após avaliação individualizada e pode ser combinado com outras abordagens terapêuticas. Especialistas destacam que, embora promissora, a técnica deve ser indicada com critério e acompanhamento profissional, integrando um plano mais amplo de cuidado à saúde.

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